A Google divulgou na última quinta-feira (16) seu relatório fiscal relativo ao terceiro trimestre de 2014. Embora a companhia tenha relatado lucros de US$ 3,72 bilhões (resultado de US$ 16,52 bilhões em vendas), isso não foi encarado de forma exatamente positiva, vista a ligeira redução em relação aos US$ 3,76 bilhões em lucro registrados no mesmo período do ano passado.

Além disso, analistas previam que os ganhos por ação seriam de US$ 6,53, enquanto o resultado obtido pela empresa foi de US$ 6,35 por ação. Com isso, os valores dos papéis da empresa sofreram uma desvalorização de 3% no mercado. O principal responsável pelo desempenho “desapontador” é a transição do mundo dos desktops para o universo mobile pelo qual a companhia vem passando.

Embora em seus últimos relatórios a Google registre um aumento nos cliques de suas propagandas, o valor que cada um deles rende vem diminuindo em ritmo constante — muito disso graças ao fato de que a maior parte desse aumento está relacionado ao mundo mobile. Com isso, essas duas medidas acabam se “anulando”, o que vem desagradando alguns acionistas e força a empresa a encontrar outras formas de lucrar.

Perspectivas positivas para o futuro

Entre os fatores que contribuíram para a queda nos lucros está a contratação recente de 3 mil funcionários e os investimentos pesados feitos em novos centros de dados. Vale notar que, mesmo com o resultado “negativo”, a empresa continua sendo bem avaliada e tende a continuar crescendo em um futuro próximo.

Durante a divulgação do relatório, o executivo Omid Kordestani afirmou que a companhia está bastante feliz com a recepção que o público está tendo ao serviço de entregar Google Express. Segundo ele, atualmentea empresa está em fase de iniciar a cobrança de comissões e de algumas taxas de serviço conforme tenta descobrir a melhor maneira de monetizar o sistema.

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