A Google retirou de sua loja um jogo para celular que permitia aos usuários simular ataques israelenses contra a Faixa de Gaza, convidando-os a “soltar bombas e evitar a morte de civis”. Bomb Gaza fazia referência ao conflito que está em curso entre Israel e os palestinos, um tema bastante delicado.

Houve uma série de reclamações sobre o jogo no Twitter e, no entanto, ele tinha sido baixado cerca de mil vezes desde que foi lançado, em 29 de julho. Surpreendentemente, o nível de maturidade foi dado como "baixo", o que significa que ele foi considerado adequado para a garotada jogar.

Uma imagem do jogo postada no Twitter mostra um avião de guerra israelense sobrevoando a região, aparentemente visando militantes caricaturados apresentados inteiramente em preto; os civis estão vestidos de branco. Um "medidor de raiva" aumenta conforme o jogador causa a morte de civis. O jogo foi desenvolvido pela PLAYFTW e lançado apenas três semanas após o início do conflito.

Conflitos fora de Gaza

Um porta-voz da Google disse que os jogos que violam as suas políticas são removidos. Porém, não foi mencionado qual aspecto específico "Bomb Gaza" viola. No entanto, a empresa confirmou ao GamesIndustry.biz que o app foi retirado devido a uma sequência de queixas. O jogo também estava disponível no Facebook, que o removeu pouco tempo depois que as críticas tomaram conta das redes sociais (a rede de Zuckerberg ainda não se pronunciou sobre o caso).

Aparentemente, o problema ainda está longe de acabar. Outro jogo, chamado "Assault Gaza: Code Red", também foi retirado da Google Play Store, apesar de ele ter ganhado uma classificação de cinco estrelas.

Ainda assim, outros aplicativos baseados no conflito estão na Google Play atualmente, incluindo Gaza Defender (lançado em 02 de agosto), que parece representar o conflito do lado palestino, e Iron Dome Interceptor (lançado em 26 de Julho), um jogo do tipo “Comando de Mísseis” em que o jogador controla as baterias de defesa aérea de Israel.

A Google, em geral, possui políticas mais permissivas para aplicativos em seu catálogo em comparação à Apple, que proíbe o discurso de ódio. Porém, a empresa afirma que também não permite em sua loja conteúdo que equivale a discurso de ódio, assédio moral e violência.

O conflito de Gaza

Em 8 de julho, Israel lançou uma ofensiva em Gaza, em resposta a uma onda de ataques com foguetes do Hamas. Funcionários de Gaza dizem que mais de 1.831 palestinos, a maioria civis (homens, mulheres e crianças), foram mortos e cerca de 3 mil casas palestinas foram destruídas ou danificadas desde o início da ofensiva.

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