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Através da base de dados de lojas online, além do Google Checkout e outras fontes de informação sobre preços existentes na web, a empresa de Mountain View pretende criar, segundo a declaração do economista-chefe Hal Varian ao Financial Times, o “Google Price Index” (GPI - Índice de Preços Google).

Segundo Varian, quando se compara a velocidade de publicação do “Consumer Price Index” (índice de preços ao consumidor) com a capacidade de processamento de preços online, semanas – ou mesmo meses – podem transcorrer antes que as pesquisas feitas segundo a prática atual apresentem resultados ao mercado.

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O trabalho ainda está sendo feito, e ainda não se sabe se a Google pretende realmente publicá-lo, porém algumas tendências já foram reconhecidas pela equipe responsável pelo projeto.

Ainda segundo o economista-chefe da Google, nos Estados Unidos, por exemplo, existe uma pequena deflação de preços dos bens vendidos online, ao contrário do que aconteceu em 2009 quando os preços online cresceram no mesmo período. Pelos dados recolhidos, a taxca de mudança de preços estava em 0,9% ao ano em agosto de 2010.

iStockUm alerta dado por Varian é de que o GPI não pretende substituir outros índices econômicos, uma vez que os produtos vendidos online são muitas vezes diferentes dos encontrados em mercados e lojas físicas.

A ideia por trás do índice, diz Varian, é complementar ainda mais as análises econômicas sobre preços e, a partir do mesmo algoritmo obter ferramentas para a predição de tendências sociais e de mercado como o desemprego, por exemplo.

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