(Fonte da imagem: Reprodução/YouTube)

A Google desenvolve atualmente uma rede sem fio experimental, a qual cobre toda a região do seu famoso quartel-general em Mountain View (Califórnia, EUA). De acordo com alguns analistas, isso pode indicar que a gigante da internet pretende expandir ainda mais a sua atuação, criando em um futuro próximo uma rede wireless de alta velocidade, a qual poderia ser utilizada por usuários de tecnologias mobile — smartphones e tablets.

O estopim para as teorias atuais foi um arquivo da Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) — órgão regulador da área de telecomunicações e radiodifusão dos EUA — descoberto pelo engenheiro Steven Crowley. O arquivo trazia um pedido da Google por uma licença para conduzir experiências “com serviços de rádio” em um raio de mais de três quilômetros a partir das suas instalações na referida cidade.

Frequências licenciadas

O que mais tem chamado a atenção, entretanto, é o espectro de frequências escolhido pela Google para conduzir os seus experimentos. Trata-se de uma faixa que não seria compatível com praticamente nenhum dos aparelhos móveis disponíveis hoje — incluindo produtos movidos a iOS e também a grande maioria dos gadgets movidos a Android. Trata-se de frequências que vão de 2.524 até 2.625 megahertz.

(Fonte da imagem: Reprodução/Google Fiber)

 Há uma possibilidade, é claro. Conforme colocou o Wall Street Journal, a faixa adotada pela Google poderia perfeitamente servir para áreas densamente populosas, com utilizações possíveis em países como China, Brasil e Japão — onde já se pode encontrar redes trabalhando em frequências afins. Conforme colocou o analista da BTIG Walter Piecyk, em entrevista ao referido jornal, é razoável imaginar que a Google esteja planejando algo para o futuro.

Possível associação com provedora de banda larga

Embora a Google se recuse a comentar os objetivos das suas experiências em Mountain View, o documento arquivado na FCC deixa claro que as frequências utilizadas pela rede são as mesmas controladas pela Clearwire Corp., uma provedora de banda larga. Trata-se do que é chamado de “espectro licenciado”, algo mais confiável do que as tradicionais redes em Wi-Fi (consideradas como “não licenciadas”).

Vale lembrar, entretanto, que a Google atualmente não controla diretamente nenhuma faixa do espectro licenciado de ondas. “A única razão para utilizar essas frequências são negócios envolvendo algum serviço de acesso móvel [à internet]”, afirmou Steven Crowley.

Vale ressaltar ainda que, usualmente, experiências localizadas na faixa compreendida pela Clearwire são diretamente coordenadas pela companhia — o que faz crer na possibilidade de uma parceria.

Um passo à frente das provedoras de internet a cabo

De qualquer forma, ainda não está claro se os testes da Google têm ligação com utilizações apenas internas ou com possíveis ofertas para o consumidor final. Entretanto, parece razoável que os planos da companhia incluam dar um passo à frente do serviço oferecido por companhias de conexão via cabo, tais como a Time Warner Cable Inc. — a qual disponibiliza pontos com Wi-Fi nas cidades cobertas, oferecendo internet wireless gratuita aos usuários.

Trata-se, sem dúvida, de uma possibilidade de extensão razoável para outra experiência da empresa, o Google Fiber — uma rede de banda larga experimental por fibra óptica.

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