Os servidores são sincronizados a partir da relação entre espaço e tempo.
(Fonte da imagem: Reprodução/Google Data Centers)
A Google lançou recentemente a Spanner, central gerenciadora de dados capaz de coletar e armazenar informações de servidores de modo extremamente rápido. E, para que todas as bases de dados pudessem se comunicar de forma eficaz, foi preciso equipá-las com relógios atômicos e aparelhos de GPS. “São unidades que sabem a hora certa”, comenta Stacey Higginbotham, redatora do site GigaOM.
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Esse sistema de sincronização, que mantém os dados atualizados através das variáveis tempo (a partir do uso dos relógios atômicos) e espaço (por meio dos aparelhos de GPS), possibilita que os servidores do maior portal de buscas da internet mantenham comunicações constantes e estáveis entre si.
Como funciona
O TrueTime API, abreviação para “Application Programming Interface” (Interface de Programação de Aplicativo), funciona basicamente da seguinte maneira: antenas de GPS coletam informações sobre o posicionamento geográfico dos dados enquanto relógios atômicos usam as propriedades individuais dos átomos, sincronizando, assim, o tempo de funcionamento de cada servidor.
Manter as centrais de dados operantes é uma tarefa bastante complicada. “Se muitas pessoas acessam uma quantidade generosa de informações pela internet, a sincronização e a estabilidade dos dados ficam comprometidas”, diz Max Schireson, CEO do portal 10gen. Mas o TrueTime API parece estar dando conta do recado, pois até agora todas as plataformas da Google estão funcionando plenamente.
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