(Fonte da imagem: Neteye)

Geralmente, quando uma empresa compra a outra, ocorre uma sinergia entre as duas, para que ambas se fortaleçam ou a compradora incorpore os recursos da que foi comprada. Ainda a empresa que adquiriu invista dinheiro na empresa adquirida. Mas não é nada disso que ocorre com Google e Motorola. Pelo menos é o que diz a Google.

A aquisição da Motorola pela Google já foi aprovada pelos órgãos reguladores da Europa e dos Estados Unidos. Ou seja, eles entendem que a união não causará problemas ao mercado. Mas a Google continua repetindo, desde a aquisição em agosto de 2011, que a Motorola não terá nenhum tipo de benefício.

Faz sentido?

Até a aprovação dos órgãos reguladores, sim. A Google poderia estar mantendo esse discurso de forma a evitar problemas na regularização. Mas a falação ainda está de pé. Tanto que Andy Rubin, chefe da divisão móvel da Google, disse a repórteres na MWC que patrocinou a aquisição, mas que agora nem sabe quem está cuidando dela, segundo o site de notícias The Verge.

Rubin vai além, ao afirma que a Google tem construido um “firewall” entre a equipe do Android e da Motorola. Segundo ele, a Motorola vai continuar a desenvolver seus dispositivos e será a mesma equipe que irá fazê-lo.

Android é o culpado

Para Rubin, é a natureza de fonte aberta do Android que faz com que seja fisicamente difícil para alguma empresa obter vantagem, embora os fabricantes selecionados para construir o Google Nexus recebam antecipadamente as futuras versões do SO.

Analistas apontaram as patentes da Motorola como o principal motivo da aquisição. Mesmo assim, não faria muito sentido manter uma empresa distante da outra, sendo que os negócios de ambas conversam entre si. Mas a questão é que beneficiar a Motorola poderia incomodar outros fabricantes: parceiros da Google no desenvolvimento do Android. E concorrer com seus parceiros poderia ser um tremendo tiro no pé da empresa.

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