O mundo corporativo é cheio de segredos, e saber mantê-los dentro dos limites de uma empresa é essencial para evitar que rivais tenham conhecimento sobre questões importantes que se passam ali. Mas nem sempre apenas os negócios são temas de um encontro desses, como foi o caso de uma reunião da Google, na qual algumas piadas foram feitas a respeito de Tony Fadell, CEO e cofundador da Nest Labs.

Após o teor dessas brincadeiras terem sido levados à imprensa por alguém que fazia parte da reunião, o executivo de investigações do Google Brian Katz resolveu enviar um email para vários funcionários ameaçando todo mundo de demissão. A atitude, obviamente, rendeu um processo na Justiça trabalhista para a Gigante da Web.

“Se você pensa em compartilhar informações confidenciais com um jornalista — ou com qualquer pessoa de fora —, pelo amor de tudo o que é o Google, por favor, reconsidere”, informa o email enviado por Katz. “Além de poder custar o seu emprego, isso é uma traição dos valores que nos tornam uma comunidade.”

Funcionários negam vazamento

Além de anedotas relacionadas ao executivo da Nest, algum funcionário do Google teria vazado também para a imprensa uma transcrição da reunião. Entretanto, visto que não se sabe ao certo quem fez o vazamento, alguns funcionários não gostaram da bronca e foram à Justiça.

O processo judicial foi iniciado em dezembro de 2016 e o reclamante garante que não levou nenhuma informação interna da companhia para os jornalistas. Além disso, a ação movida pelo trabalhador defende que o acordo de confidencialidade mantido entre Google e seus funcionários viola as leis trabalhistas do estado da Califórnia.

Google se defende

À acusação de que seu acordo de confidencialidade viola leis trabalhistas, a Google respondeu afirmando estar “bastante comprometida com a transparência”. Além disso, a companhia alega que mantém uma “cultura aberta, o que significa o compartilhamento constante com os funcionários sobre detalhes confidenciais do lançamento de produtos e outras informações sensíveis e proprietária sobre os negócios.”

Na Justiça, é a segunda vez que o mesmo funcionário processa a Google por motivos semelhantes. Se condenada, a companhia pode ter que pagar uma indenização de US$ 3,8 milhões.

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