Aparentemente, a Google está levando muito a sério a sua empreitada entrar no mesmo mercado de empresas como Uber e Lyft. Embora a proposta do Waze Carpool seja diferente das marcas mencionadas, oferecendo caronas coletivas em vez de motoristas particulares, o serviço parece ter caído no gosto do público durante sua fase de testes. Com a boa recepção de usuários em Israel e São Francisco, a Gigante das Buscas pode estar se preparando para expandir consideravelmente o alcance do projeto.

Em vez de contar com uma rede de colaboradores para disponibilizar mais uma opção de transporte nas cidades, a ideia da Google com o spin-off do Waze é utilizar condutores que já estejam indo a um destino e não liguem de levar alguns passageiros para a mesma área. Na prática, isso significa que você não tem a mesma agilidade dos táxis ou do Uber – uma vez que a viagem precisa ser agendada com horas de antecedência e não há garantias que haverá um carro para o endereço –, mas precisa desembolsar muito menos no trajeto.

A empresa parece disposta a investir em seu novo projeto

Atualmente, os caronistas pagam 54 centavos de dólar por milha rodada aos motoristas para bancar custo como gasolina e possíveis reparos. Futuramente, no entanto, o Waze já planeja cobrar um adicional de 15% em cima desse valor para começar a lucrar com o negócio – que hoje é operado sem qualquer tipo de ganho por parte da companhia. Segundo Noah Bardin, CEO da empresa, a dificuldade tem sido maior em encontrar pessoas dispostas a dar carona para os outros do que criar um público fiel para o serviço.

Bardin mencionou São Paulo como uma das capitais que estão nessa primeira leva de implementação do serviço

Felizmente esse parece ser um desafio que o Waze está disposto a enfrentar, já que a marca planeja expandir seu Carpool para mais mercados. De acordo com o executivo, outras cidades norte-americanas devem receber o produto em breve, assim como localidades na América Latina. Entre os endereços dados como exemplo, Bardin mencionou São Paulo como uma das capitais que estão nessa primeira leva de implementação do serviço, indicando a atratividade do Brasil para esse tipo de empreitada.

O aplicativo Waze Ride serve de interface para o serviço

E aí, você estaria disposto a pegar uma carona com um desconhecido por um preço mais camarada? Acredita que projetos como esse são mais interessantes do que soluções mais profissionais como o Uber ou prefere um sistema mais amplo e confiável? Deixe a sua opinião sobre o tema mais abaixo, na seção de comentários.

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