(Fonte da imagem: Reprodução/Agência Brasil via Wikimedia Commons)

Este ano teremos eleições, com especial destaque para os cargos de governador de estados e presidente da República. Para que os nossos votos sejam direcionados às pessoas certas, de acordo com nossas convicções pessoais, é essencial que busquemos informações sobre as plataformas de campanha e o histórico político dos concorrentes. E a forma mais rápida de conseguir isso é pela internet.

Contudo, se você usar o Google para realizar suas pesquisas pode se surpreender com alguns termos relacionados a alguns pré-candidatos à Presidência. Por exemplo, Dilma Rousseff, atual presidente do país e candidata à reeleição pelo PT, tem seu nome correlacionado com as palavras "cabulosa" e "bolada" (essa última provavelmente devido ao perfil humorístico “Dilma Bolada” no Twitter).

Outro político que vem se deparando com esse “problema” do motor de buscas é Aécio Neves. Ao digitar o nome dele no campo de busca do Google, é exibida uma menção ao uso de drogas. Em meados de março, o representante do PSDB de Minas Gerais entrou com um pedido na Justiça de São Paulo para bloquear esses resultados de pesquisas, mas a solicitação foi negada.

Por sua vez, Eduardo Campos, governador de Pernambuco pelo PSB, teve seu nome ligado ao termo “corrupção”. A assessoria do político explicou que "o termo pode ter sido pesquisado por pessoas interessadas em saber qual a opinião do presidente do PSB sobre o assunto" e informou que não pretende entrar com uma ação judicial para remover a pesquisa.

Sugestões automatizadas

Esses inconvenientes são resultados do mecanismo de preenchimento automático do Google, recurso que segundo a Gigante das Buscas exibe sugestões de complemento das palavras digitadas com base na popularidade dos termos pesquisados em conjunto e as informações existentes sobre eles na web — ou seja, não existe uma lógica comparativa ou de correlação de significado desses conteúdos. A ideia com isso é simplesmente tornar as pesquisas ainda mais rápidas.

Porém, tal fato pode causar transtornos para os “presidenciáveis”, mas de maneira limitada —é o que afirma Mauro Paulino, diretor do Instituto Datafolha. "O uso da internet no Brasil, apesar de ter uma abrangência crescente, ainda não atinge a maioria da população. (...) Eu acho que este tipo de coisa só pode provocar um prejuízo eleitoral muito grande se atingir outras mídias também, principalmente televisão. Se alguém perder a eleição, não vai poder dizer que foi por conta disso", comentou ele.

Alberto Rollo, advogado especialista em direito eleitoral, explica que os políticos que se sentirem ofendidos e lesados de alguma forma podem acionar a Justiça alegando injúria, difamação e calúnia. "Esse tipo de crime é contra a honra. Você tem o direito de fazer isso [acusar políticos] desde que seja verdade. Se você não consegue provar, o conteúdo pode sair do ar", comentou o defensor.

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