Estabelecimentos no Brasil também estão vulneráveis (Fonte da imagem: Arquivo/Tecmundo)

O Google Maps é um serviço que permite a qualquer usuário no mundo sugerir alterações e apontar locais, além de detalhar nomes e telefones de estabelecimentos. Pensando em problemas que essa condição poderia trazer, um engenheiro da Microsoft chamado Bryan Seely conseguiu encontrar uma falha crítica no serviço, que permitiu a ele grampear ligações de qualquer pessoa para departamentos públicos, como o serviço secreto, e até a sede do governo dos EUA, além de gabinetes de qualquer político do país.

O que ele fez para testar a brecha de segurança foi criar um local falso para o serviço secreto dos EUA no Google Maps com o número de telefone de sua casa. Dessa forma, quem procurasse essa localidade no serviço poderia ligar automaticamente para Seely, que, depois de atender a ligação, a encaminhava para o número correto. Dessa forma, o serviço secreto e a pessoa que ligou ficaram conectados através do telefone de Seely, como se ele também estive na conversa através de uma conferência.

Com isso, foi possível gravar parte de conversas que você confere acima sem que ninguém soubesse do problema. Ele explica que qualquer departamento público ou até empresas podem ter seus telefones grampeados dessa maneira, caso pessoas procurem esses locais no serviço da Google.

Ele chegou a informar à Gigante das Buscas sobre o problema, mas não obteve resposta. Por fim, o engenheiro da Microsoft foi pessoalmente a uma sede do serviço secreto norte-americano para informar o problema e acabou recebendo voz de prisão. Depois de explicar tudo em uma sala de interrogação, ele foi liberado.

Após esse acontecimento, a Google admitiu ter recebido o email de Seely e contou que é necessário ter certos cuidados com plataformas abertas como o Maps. Não há, entretanto, indicações sobre a correção da falha.

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