(Relaxnews) – O hospital Rhode Island atualmente está testando o Google Glass em um estudo dermatológico. Ao longo dos próximos seis meses, os pacientes da sala de emergência do hospital que requererem atendimento dermatológico talvez participem do estudo. Assim, eles serão examinados por médicos do setor usando uma “versão enxuta” do Google Glass que enviará imagens para um dermatologista que esteja fora do local, o qual vai analisá-las usando um tablet.

O hospital está trabalhando com a startup Pristine, que é focada do Google Glass, para esse estudo piloto. A versão dos óculos inteligentes da Pristine não inclui algumas das principais funcionalidades e conectividades do dispositivo, e ela não é conectada à internet. Em vez disso, o aparelho faz streaming em tempo real, enviando informações em vídeo e áudio encriptadas diretamente para o receptor. Fotos, vídeos e áudio também não são armazenados na versão Pristine.

“Ter uma violação ou o vídeo colocado no YouTube é o pior pesadelo de qualquer CIO [sigla em inglês para o diretor de TI da empresa]“, disse Paul Porter ao site MobiHealthNews, o principal investigador do estudo. “Nós realmente levamos muito tempo na tentativa de obter as melhores condições possíveis para a confidencialidade, escolhendo uma especialidade que achamos que seria a mais segura para os pacientes. Em nosso estudo, [a consulta dermatológica feita com Google Glass está] além e acima do padrão de atendimento, que é uma chamada de telefone e mais ou menos de uma foto.” O teste começou a ser feito no dia 1º de março e Porter diz que, quando o estudo tiver 100 participantes, ele e sua equipe começarão a trabalhar no papel.

O potencial do dispositivo já está sendo testado em outras áreas da saúde. A empresa Emotient, líder em software de reconhecimento de expressão facial, está testando o Google Glass com seu próprio aplicativo, que afirma mensurar os sentimentos de outros. A companhia afirma que espera aplicar esse conceito aos cuidados com a saúde para determinar sinais de alerta de doenças. Em fevereiro, a UCLA (sigla para Universidade da Califórnia) anunciou a criação de um aplicativo de Google Glass que lê as tiras de teste de diagnóstico. Caso o estudo do hospital Rhode Island seja bem-sucedido, a esperança é usar o dispositivo em outras aplicações da saúde, incluindo resposta a emergência, consultas pediátricas e tratamento de AVC.

Via Em Resumo

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