Uma das primeiras características do Chrome que o usuário novo costuma perceber é a ausência de uma barra de buscas, como a que existe no Mozilla Firefox ou Internet Explorer. Por meio dessa barra, o usuário pode pesquisar palavras-chaves em sites como o Google, Bing ou Ask.com.

Com uma interface gráfica mais “limpa”, o usuário do Chrome usa a própria barra de endereços para realizar pesquisas, digitando nela palavras-chave ao invés de URLs. Mas existe uma função pouco conhecida no navegador web desenvolvido pela Google: a busca dentro de sites já visitados pelo usuário.

Depois de ter visitado o Baixaki, por exemplo, o usuário pode fazer buscas dentro do site de downloads usando a mesma barra de endereços. Para isso, basta começar a digitar o endereço do site e pressionar a tecla Tab quando o Chrome identificar o endereço no histórico do navegador. Ao fazer isso, a barra ganha uma nova aparência, indicando que a palavra-chave digitada será usada para uma busca no próprio Baixaki:

Fanção de Tab Search sendo utilizada

Ao pressionar Enter, a palavra-chave “Ubuntu” será usada na URL de pesquisa do site, redirecionando o usuário para a página com os resultados da busca. Certamente uma maneira mais prática, já que elimina o tempo de carregamento da página desejada antes da pesquisa. O recurso também funciona com a página do YouTube e outras cujos mecanismos de busca podem ser reconhecidos pelo Chrome.

Gerencie atalhos de pesquisas

Caso você queira modificar a lista de sites em que o Chrome realiza suas buscas, clique com o botão direito no barra de endereços e, em seguida, selecione a opção “Editar mecanismos de pesquisa...”.

Edite a lista de mecanismos de buscas

É possível editar ou remover qualquer item da lista. Para isso, basta selecioná-lo e, depois, clicar no botão equivalente à ação desejada. Além disso, você também pode tornar qualquer um dos sites listados como o mecanismo padrão de buscas.

Como não podia deixar de ser, também é possível adicionar um site ao rol de mecanismos a ser consultado. Para isso, clique no botão “Adicionar” e preencha as informações necessárias:

Preencha os campos corretamente!

O campo “Nome” é apenas um identificador, como o nome do site que está sendo cadastrado. “Palavra-chave” é o termo que você usará para indicar ao Chrome que você gostaria de fazer uma busca em determinado site. Você pode usar aqui uma abreviação do título ou uma palavra qualquer, que seja significativa para você.

Também é possível tornar tudo ainda mais simples. Se preferir, cadastre apenas uma letra como “palavra-chave”, assim poderia pesquisar na Wikipedia digitando apenas a letra “w”, por exemplo.

Já o campo “URL” exige um pouco mais de atenção. É nele que especificamos a URL que o site utiliza para realizar uma pesquisa. Você pode descobrir esse endereço fazendo uma busca qualquer no site que está sendo cadastrado. Mas ao cadastrar a URL no navegador, substitua os termos pesquisados por “%s”, como em “http://pt.wikipedia.org/w/index.php?search=%s”.

Depois de pronto, clique em “OK” e em “Fechar” para voltar ao navegador e testar a função de buscas no site cadastrado.

Pesquise pela palavra-chave na Wikipedia!

Basta digitar na barra de endereços a palavra-chave cadastrada (“wiki”) e, em seguida, pressionar a tecla Tab. Assim, é possível fazer uma busca dentro da Wikipedia, diretamente.

Mas qual é a mágica?

O segredo é o OpenSearch!

Antes de qualquer coisa, é bom esclarecer que a pesquisa continua sendo feita pelo site escolhido, e não pelo navegador ou mecanismo de busca da Google. Mas o segredo por trás deste truque fica mesmo por conta do OpenSearch, uma coleção de tecnologias desenvolvidas para facilitar o compartilhamento ou publicação dos resultados de uma busca de maneira padronizada e acessível.

O padrão foi desenvolvido pela A9, uma subsidiária da Amazon.com, responsável pelo sistema de buscas da famosa livraria virtual e que também já desenvolveu programas de publicidade para provedores de serviço, similar ao Google AdWords.

Quem estiver interessado em disponibilizar o suporte para OpenSearch no próprio site deve fornecer um arquivo XML que descreva a interface de busca da página, para que ela possa ser usada por softwares e outras aplicações web. No site oficial do projeto é possível encontrar maiores informações sobre a sintaxe e as especificações do arquivo.

Dependendo da configuração, o OpenSearch é capaz de fornecer até sugestões de pesquisa, como as que aparecem no campo de buscas do Google ao iniciar a digitação de algum termo ou frase. Além disso, o projeto é aberto e regido pela licença Creative Commons, permitindo que qualquer pessoa interessada possa entrar em contato e colaborar com o padrão.

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