Quando foi anunciado que o esperado Samsung Galaxy S3 contaria com um display construído com a tecnologia PenTile, muita gente ficou preocupada e até decepcionada. Os exemplos de dispositivos usando telas desse tipo não agradavam, e o smartphone top de linha da gigante coreana estava se enveredando pelo caminho errado.

No fim das contas, com o lançamento do aparelho da Samsung, viu-se que o PenTile não “estragou” o display do Galaxy S3. No entanto, também não superou a qualidade de imagens da tecnologia Retina, utilizada nos últimos iPhones, iPads e no caríssimo novo MacBook Pro.  

Como é o PenTile de perto

O nome PenTile quer dizer “cinco pedaços”, em tradução livre. Esses pedaços seriam os subpixels que formam cada pixel na tela do dispositivo. Veja a diferença de organização entre os dois padrões. À esquerda, temos a matriz RGB comum e, à direita, o formato PenTile.

Padrões RGB e PenTile são adequados para finalidades diferentes. (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Prós e contras

A promessa do PenTile é dar maior durabilidade aos displays e mostrar um contorno melhor para as imagens, além de economizar bateria. No padrão RGB comum, utilizado na maioria dos eletrônicos, as cores são construídas a partir de três subpixels (divisões do mesmo pixel na tela), contra dois no PenTile da Samsung.

Para notar a diferença real entre os dois padrões, só mesmo utilizando um microscópio. No entanto, vários especialistas têm criticado o esquema da empresa coreana assinalando alguns pontos negativos. Primeiramente, acredita-se que telas PenTile possuem um tom esverdeado ou azulado em determinadas áreas. As bordas do display e o contorno dos caracteres supostamente sofreriam desse mal.

Além disso, imagens em preto e branco poderiam ficar coloridas de uma hora para outra sem muita explicação. Ainda assim, o Galaxy S3 trouxe uma tela PenTile que aparentemente superou esses problemas e, de quebra, economiza energia e deve ser mais durável. Por fim, a empresa preferiu sacrificar a qualidade momentânea por uma durabilidade maior.

                Algumas distorções nos displays PenTile podem acontecer nas imagens em preto e branco. (Fonte da imagem: Reprodução/Blog Jonchoo)

Por que o Galaxy S3 usa o PenTile, então?

A Samsung, no entanto, revelou, através do gerente de marketing Philip Berne, que usou o padrão no Galaxy S3 por causa da durabilidade. De acordo com ele, os subpixels azuis demoram mais tempo para se degradar no formato PenTile que no padrão RGB.  Dessa forma, o display ficaria mais tempo com cara de novo e sem apresentar distorções nas cores.

Dois grandes exemplos de “maus resultados” com a tela PenTile foram o HTC One S e o Samsung Galaxy X (Nexus). Ao menos na opinião dos especialistas, os displays de ambos os dispositivos deixam a desejar, e a culpa é da organização dos subpixels. Para ilustrar melhor a situação, o site The Verge fez uma comparação com o HTC One S e One X.

Alguns visores PenTile não apresentam bons resultados. (Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)

A grande explicação para a Samsung colocar um formato de display tão criticado no seu melhor smartphone é simples. Não é possível criar uma tela HD (720p) OLED ou variações com os padrões RGB comuns, de acordo com o blog especializado PenTile Displays. Dessa forma, esse padrão de subpixels seria uma saída para melhorar a resolução e ainda ganhar alguns pontos com a bateria. 

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