Entre todos os aparelhos já desenvolvidos pela Samsung até então, o Galaxy Note 2 sem dúvida está na lista dos cinco melhores. O phablet pode até ser considerado grande demais para alguns, mas são inegáveis o seu poder de processamento e as suas qualidades para quem o utiliza.

O anúncio do Galaxy 3 não foi diferente. A companhia optou por manter praticamente o mesmo visual do produto, mudando o estilo da capa traseira e aumentando 0,2 polegada no tamanho de tela. E, de resto, investiu pesado em hardware: tela Full HD, processador quad-core e 3 GB de RAM.

O resultado é um aparelho robusto, completo e que certamente não vai deixar nenhum usuário na mão por um bom tempo. As nossas impressões sobre o phablet Galaxy Note 3 você confere nessa análise.

Testes de desempenho

Para os testes de desempenho do aparelho utilizamos os seguintes aplicativos de benchmark: Vellamo, AnTuTu 4, 3DMark e Basemark X. Em todas as análises, como já era esperado, ele se saiu muito bem, mostrando que as potentes configurações de hardware na prática acabam resultando em um excelente desempenho.

Com 2.840 pontos no Vellamo, o aparelho ficou um pouco abaixo dos modelos NVIDIA Shield, Sony Xperia Z1, Sony Xperia Z Ultra e LG G2, superando os demais já testados pelo Tecmundo. Já no AnTuTu 4 foram 35.699 pontos, melhor resultado até de um phablet nesta categoria.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

  (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

No teste Ice Storm Unlimited, do 3D Mark, o aparelho atingiu a marca de 18.858 pontos, a mais alta já conseguida por um produto em nossos testes. Por fim, no Basemark X foram 16.395 pontos na modalidade Off Screen e 18.076 pontos na modalidade On Screen, o que o coloca entre os três melhores dos nossos testes nas duas categorias.

Aprovado

Mesmo visual e parte traseira em “faux leather”

A Samsung optou por manter praticamente o mesmo visual do Galaxy Note 2 no Galaxy Note 3. Entretanto, algumas modificações foram feitas para que a tela de 5,7 polegadas pudesse se adaptar ao mesmo molde de carcaça. Sendo assim, em um ponto positivo para o consumidor, as bordas laterais da tela foram reduzidas.

(Fonte da imagem: Tecmundo)

A maior novidade, entretanto, está na parte traseira. Ela continua sendo de plástico policarbonato, mas agora adota um visual chamado “faux leather” (“couro falso”, em tradução direta). Ao olhar para a tampa traseira, a impressão que você tem é que ela é feita de couro. Contudo, trata-se de um plástico similar à versão do modelo anterior.

O material escolhido para o Galaxy Note 3 deixa transparecer uma sensação de mais resistência, mas na prática estamos falando da mesma durabilidade. Porém, a superfície levemente áspera da parte traseira minimiza a percepção de riscos e marcas de digitais.

Por fim, vale lembrar que em relação ao Galaxy Note 2 o aparelho está mais leve (12 gramas a menos) e mais fino (1,1 milímetro a menos).

Tela Full HD

Entre todas as novidades do Galaxy Note 3, certamente a que mais vai chamar a sua atenção é a tela Super AMOLED Full HD. Não, ele não é o primeiro aparelho a ter uma tela como essa, mas é impossível não ser cativado pelo belíssimo visual que as condições de brilho máximas do aparelho proporcionam.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

A alta resolução torna o aparelho perfeito para quem pretende utilizá-lo para assistir a vídeos ou ainda para desfrutar dos jogos que requerem mais capacidade de processamento gráfico. A densidade de pixels chega à marca de 386 ppi, um número razoável para um phablet.

Pronto para qualquer tarefa

O processador quad-core Qualcomm Snapdragon 800 de 2,3 GHz dá uma força e tanto para que a execução de qualquer aplicativo seja suave e tranquila, sem nenhum tipo de travamento ou atraso no tempo de resposta. Entretanto, os 3 GB de RAM são um diferencial fundamental na realização de tarefas simultâneas.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Contando com diversas funções que permitem executar apps de forma sobreposta ou simultânea, os 3 GB de RAM acabam se tornando essenciais para que as transições entre aplicativos aconteçam de forma natural, sem fazer com que o processador “sofra” para conseguir desempenhar as suas tarefas.

Câmeras eficientes e com captura em 4K

Com câmera frontal de 2 megapixels e câmera traseira de 13 megapixels, o Galaxy Note 3 se mostra um eficiente aparelho para a captura de imagens e vídeos. Tanto em ambientes com muita iluminação quanto em locais com baixa luminosidade, o resultado das imagens é satisfatório para o uso casual.

Outro aspecto que merece elogios é a possibilidade de gravar vídeos em UHD, ou seja, com resolução 4K. Contudo, notamos um ponto em que a câmera fica devendo para a do smartphone Samsung Galaxy S4: falta um recurso mais eficiente para estabilização de imagem.

Foto tirada com a câmera traseira do Galaxy Note 3 (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

A ausência dessa característica não é suficiente para classificar o quesito como um ponto negativo do produto – aliás, longe disso , mas vale como um alerta para quem valoriza mais a câmera do aparelho do que outras características.

Bateria suficiente para o dia a dia

A duração de bateria também não será um problema para os proprietários do Galaxy Note 3. Na terceira geração do aparelho, o phablet agora conta com uma bateria de 3.200 mAh, 100 mAh a mais do que a versão anterior e capacidade suficiente para suportar o uso de um dia inteiro de trabalho.

Em nossos testes, exibindo vídeos em Full HD com o brilho configurado em 100%, foi possível conferir quase oito horas de programação, um tempo considerável para um aparelho de sua categoria. Já no uso cotidiano, para checar emails, acessar redes sociais e jogar alguns games, a bateria aguentou bem um dia de trabalho, chegando ao fim da noite ainda com níveis entre 35% e 45%.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Qualidade sonora

O Galaxy Note 3 vem acompanhado por fones de ouvido intra-auriculares simples mas eficientes. A qualidade dos alto-falantes do aparelho também é satisfatória, com algumas poucas distorções quando os níveis de volume ultrapassam os 80%. Entretanto, como não é da proposta do aparelho ser um primor nesses quesitos, o resultado do conjunto atende às necessidades da maioria dos consumidores.

Recursos da caneta S-Pen

A caneta S-Pen do Galaxy Note foi um dos itens que mais recebeu modificações na terceira geração do aparelho. As novidades conseguiram fazer com que a integração entre a ferramenta e o phablet se tornasse ainda maior, transformando a caneta em uma extensão natural do dispositivo.

Os recursos de software incorporados permitem ampliar as possibilidades de uso do dispositivo, tornando-o mais inteligente. O Action Memo, por exemplo, salva automaticamente suas anotações mesmo que você se esqueça de fazer isso. Escrever nomes e endereços à mão livre e adicioná-los à sua lista de contatos também é uma tarefa simples.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Já o recurso Multitarefa permite que você divida uma aba em outras duas, dispondo as janelas de uma maneira mais adequada ao seu perfil. Desenhando um quadrado sobre a tela você pode transformá-lo ainda em um app sobreposto, sem prejudicar o desempenho do seu aplicativo atual.

Reprovado

Sem TouchWiz o consumo poderia ser menor

Antes de explicar esse ponto negativo, é importante deixar claro que os 3 GB de RAM são suficientes para não prejudicar o desempenho de forma alguma. Entretanto, não há como deixar de notar que por conta da interface TouchWiz o consumo de memória RAM acaba sendo maior do que o desejável.

Se você limpar a memória, terá cerca de 700 a 800 MB em uso – nosso valor de referência aqui. Mesmo ocioso, se você retornar à função uma hora depois, vai perceber que o consumo saltou para algum valor entre 1,1 e 1,3 GB. De novo, ressaltamos: os 3 GB são suficientes para compensar isso, mesmo quando o consumo passa dos 2 GB com o uso de apps.

(Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Entretanto, caso houvesse um melhor gerenciamento do uso de memória, 2 GB de RAM seriam suficientes para realizar as mesmas tarefas, resultando em uma economia de hardware e, consequentemente, um custo menor para o consumidor.

Vale a pena?

Quando chegou ao mercado brasileiro, o Galaxy Note 3 foi anunciado pelo preço de R$ 2,9 mil – um valor alto mesmo para os padrões dos aparelhos top de linha no país. Alguns meses após o lançamento, já é possível encontrá-lo por R$ 2,4 mil, o que o coloca como um produto mais barato do que boa parte dos smartphones da última geração lançados por aqui.

Com processador quad-core Snapdragon 800 e 3 GB de RAM, o aparelho pode ser considerado completo e não deixa a desejar em praticamente nenhum quesito. A escolha do plástico “faux leather” na parte traseira, mesmo não mudando a constituição do produto, deu a ele um ar mais elegante e uma sensação maior de resistência. A tela Full HD é outro ponto que merece elogios.

Entretanto, nem tudo é perfeito. Por conta da interface TouchWiz, o consumo de memória, mesmo com o aparelho ocioso, é elevado e acima do ideal. Felizmente o aparelho conta com 3 GB de RAM, que suprem essa necessidade e mantém o produto sempre com um desempenho suave, não importa qual aplicativo você esteja usando.

Com o Galaxy Note 3, a Samsung disponibiliza no mercado um dos seus melhores aparelhos já lançados. Mesmo tendo seus pontos negativos, trata-se sem dúvidas de um dispositivo capaz de substituir smartphones e até mesmo tablets em um só gadget. O preço é alto, mas se você estiver disposto a pagar pelo produto, tenha certeza que você estará diante de um dos mais potentes disponíveis na atualidade.

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