Comprar um produto usado é um bom negócio? Dependendo do aparelho em questão, a resposta é sim. Gadgets que não agradam a alguns consumidores ou que servem como moeda de troca na hora de um aperto financeiro podem ser um achado, garantindo um equipamento novo (ao menos para o comprador) com um preço mais em conta.

Mas será que sempre é uma boa ideia comprar um produto usado? A resposta você confere nas dicas que apresentamos abaixo. Fique de olho em cada uma delas antes de fechar negócio, afinal há muitas situações em que o barato pode acabar saindo caro e com certeza seu dinheiro não é algo que possa ser esbanjado por aí.

De quem estou comprando?

Antes de fazer qualquer compra pela internet, a palavra-chave que você deve ter em mente é “pesquisa”. Sites como o Mercado Livre, por exemplo, oferecem diversas ferramentas para que você possa ter um pouco mais de segurança antes de comprar um produto que você não tem a oportunidade de testar e, na maioria das vezes, desconhece a procedência.

(Fonte da imagem: iStock)

Verifique a reputação do vendedor antes da compra, analisando a quantidade de transações bem-sucedidas em que ele se envolveu. Se puder, dê preferência a vendedores de sua cidade, pois, muitas vezes, é possível combinar um ponto de encontro e conferir como está a mercadoria antes de finalizar a compra.

Faixa de preço: quando o barato sai caro

“Quando a esmola é demais, o santo desconfia”. O velho ditado popular cabe como uma luva quando o assunto é a compra de um produto usado. Nesse quesito, a primeira medida que você deve tomar é estabelecer uma faixa de preço. Da mesma forma que você certamente não vai comprar o produto mais caro, evite também aquela oferta que está muito abaixo das demais.

(Fonte da imagem: iStock)

Muitos dos casos em que há dores de cabeça para o consumidor têm início em ofertas com preços muito abaixo do que é praticado no mercado. Por isso, se algo está “quase de graça” se comparado aos demais, é porque alguma coisa está deixando de ser ofertada. Assim, estabeleça um valor de compra e parta para as opções mais próximas à meta.

Smartphones

O principal problema na compra de um smartphone usado é o curto espaço de tempo de defasagem do produto. Em média, a nova geração de um aparelho chega ao mercado até 11 meses depois do modelo anterior. Ou seja, se o produto já foi lançado há mais de seis meses, é bem provável que ele seja o modelo top de linha por menos de seis meses após a compra.

(Fonte da imagem: Divulgação/Apple)

Contudo, se para você este não é um problema, vale a pena conferir a data de lançamento do produto no Brasil. Se o smartphone tem mais de um ano de vida, apesar de o preço provavelmente ser bem mais em conta, é melhor ponderar bem a sua compra, uma vez que você terá em suas mãos um produto ainda mais defasado em poucos meses.

Tablets

A mesma regra dos smartphones também se aplica aos tablets. Porém, como a variedade de modelos ainda é menor, é natural que você encontre produtos com maior tempo de uso e que tenham uma menor queda de preço. Por conta disso, verifique se essa margem de desconto em relação ao preço original realmente compensa.

(Fonte da imagem: Divulgação/Samsung)

Muitas vezes, você pode estar diante de um produto com mais de um ano de uso, portanto mais suscetível a apresentar defeitos, e você não terá mais o prazo de garantia para recorrer de um possível problema. Em alguns casos, pode não haver solução ou o conserto pode sair mais caro do que o desconto.

Notebooks e netbooks

Para quem está em busca de um computador portátil, as opções disponíveis no mercado são muitas. Por conta disso, é possível encontrar produtos usados de qualidade e com preços acessíveis. Em termos de hardware, a defasagem é um pouco menor se comparada à dos desktops, entretanto há outro quesito com o qual você deve ficar alerta.

(Fonte da imagem: Divulgação/Sony)

A duração da bateria é o principal empecilho na hora da compra de um notebook usado. Softwares como o BatteryEater, por exemplo, são uma maneira de descobrir como está o desempenho do produto depois de muito tempo de uso. Se tiver a oportunidade de testar o aparelho, não pense duas vezes e faça um check-up completo antes de tirar o dinheiro do bolso.

Desktops

Os desktops enfrentam a pior fase de sua existência no mercado. Embora ainda estejam longe de serem aposentados, é cada vez maior o número de pessoas que optam por um notebook em vez de uma máquina que possa ser colocada na mesa. Dessa forma, aumenta a oferta de venda de produtos usados, ao mesmo tempo em que diminui a procura por eles.

(Fonte da imagem: Divulgação/HP)

Com evolução constante e preços acessíveis mesmo entre os produtos novos, a compra de um desktop usado pode ser considerada um mau negócio. A única exceção fica por conta dos produtos da Apple que, com atualizações menos frequentes e preços mais altos, acabam compensando para quem consegue um desconto de 30% a 40% sobre o valor do produto novo.

Câmeras digitais

Verificar os componentes é fundamental antes de comprar uma câmera usada. Por se tratar de um produto que pode ter ficado exposto a condições desfavoráveis de ambiente, é possível que a câmera possa ter algum tipo de avaria ou apresente problemas relacionados com a umidade.

(Fonte da imagem: Divulgação/Nikon)

Nas câmeras DSLR, o diafragma possui um número limite de disparos e, por conta disso, comprar uma câmera com mais de seis meses de uso pode significar uma redução considerável no seu tempo de vida. Nas câmeras compactas, o sistema de foco pode apresentar problemas com o passar do tempo. Na dúvida, não compre no escuro.

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