(Fonte da imagem: Divulgação/Iskandar Malaysia)

Construída com base nos princípios da integração social, baixa emissão de carbono, sustentabilidade e uso de tecnologias verdes, Iskandar deve se tornar em breve a mais nova metrópole da Malásia. Com capacidade de abrigar mais de 3 milhões de pessoas, o local tem o objetivo de mostrar como novas tecnologias podem ser usadas para construir um ambiente coletivo mais inteligente.

O projeto, iniciado em 2006, leva em conta dados coletados pelas Nações Unidas que estimam que, até 2050, a população do planeta deve chegar a 9 bilhões de pessoas — mais de 6 bilhões delas vivendo em ambientes urbanos. Levando em consideração a situação atual das grandes cidades mundiais, isso tem tudo para provocar um impacto ambiental imenso em um espaço de tempo bastante curto.

Projeto mais barato que a Copa de 2014

Até o momento, Iskandar já atraiu investimentos na casa dos US$ 31,2 bilhões, 38% advindos de fontes estrangeiras — valor inferior ao que a Copa do Mundo de 2014 custará ao Brasil. A expectativa é que a cidade gere um PIB de US$ 93,3 bilhões até 2025, valor que justifica facilmente o dinheiro investido em sua construção.

(Fonte da imagem: Divulgação/Iskandar Malaysia)

O governo da Malásia acredita que o projeto de desenvolvimento deve gerar mais de 500 mil empregos em um período que vai de 5 a 8 anos. Segundo dados oficiais, várias áreas da economia devem se beneficiar com a iniciativa, incluindo os setores industriais, empresas especializadas em oferecer serviços e companhias especializadas em oferecer oportunidades de turismo.

Além da zona especial de desenvolvimento, o país está investindo na construção de várias aldeias inteligentes e “eco-cidades”, formadas por casas com preços acessíveis e instalações baseadas em princípios da alta tecnologia. Entre as soluções utilizadas está um sistema agrícola em serviço fechado que fornece uma renda extra aos moradores desses locais.