Todos os dias, publicamos dezenas (ou até centenas) de notícias sobre os mais diversos tipos de tecnologias. Contudo, em nossa rotina, dificilmente encontramos algum tipo de conteúdo sobre produtos revolucionários ou, até mesmo, simples novidades para algo que usamos todos os dias: os toaletes.

Há séculos que os vasos sanitários não recebem investimentos, mas algumas empresas estão querendo mudar esse cenário. Por quê? Bom, primeiro temos algumas companhias que vêm trabalhando em soluções para ajudar os países em desenvolvimento, os quais sofrem com doenças relacionadas à falta de um sistema de saneamento básico.

(Fonte da imagem: Divulgação/Kohler)

Outros grupos buscam inovar para transformar esta atividade comum em algo mais energético, ou seja, reaproveitar a água e o “material processado” para outras atividades. Além disso, algumas ideias sugerem que os vasos sanitários do futuro vão evitar problemas com odores. Conheça alguns dos projetos que podem garantir tronos melhores e mais confortáveis.

Ajudando os países mais necessitados

Cerca de dois anos atrás, a Fundação Bill & Melinda Gates lançou um vídeo no YouTube convocando pessoas e empresas interessadas em participar de uma corrida do bem para reinventar o vaso sanitário.

Conforme as estatísticas de 2011, quatro de cada dez pessoas não têm acesso a um toalete ou a condições higiênicas para “fazer o número dois”. Para incentivar os cientistas, o “concurso” concederia mais de US$ 42 milhões aos cientistas que tivessem ideias geniais.

No mesmo ano de lançamento da campanha, a Fundação de Bill Gates concedeu US$ 3 milhões para oito times que estavam desenvolvendo sistemas sanitários que dispensariam o uso de esgotos e aproveitariam a matéria evacuada para outras finalidades.

Depois de tantos projetos, a equipe da Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) levou o prêmio de US$ 100 mil. Os engenheiros e professores envolvidos nesta ideia criaram um sistema capaz de reaproveitar a urina e as fezes tornando-as fertilizantes.

Além disso, parte do material é transformada em hidrogênio, que serve como fonte de energia alternativa. O principal diferencial do projeto da Caltech, no entanto, estava na alimentação do novo vaso sanitário, que, em vez de usar energia elétrica, aproveitava a energia solar — ideal para alguns países que não contam com eletricidade em algumas regiões.

Combatendo doenças perigosas

O projeto da Caltech mostrou resultados e não deve demorar para chegar a algumas nações. No entanto, há outros estudos semelhantes que podem garantir melhor qualidade de vida para essas populações carentes.

Conforme reportagem na revista Popular Science, Jason Gerhard (engenheiro da Universidade de Ontario, no Canadá) está trabalhando junto a uma equipe de profissionais para criar um vaso sanitário que possa usar energia solar, separar as excreções e destruir patógenos — com a aplicação de raios ultravioleta — em poucos minutos.

(Fonte da imagem: Reprodução/Popular Science)

A principal ideia deste projeto é salvar milhões de crianças que morrem todos os anos com doenças relacionadas às condições precárias de evacuação. Este projeto ainda está em fase conceitual, mas, se as coisas caminharem conforme o esperado, um protótipo pode aparecer até o fim deste ano.

Sanitário inteligente para quem pode

Imagine uma latrina inteligente que sabe a hora em que você deseja fazer suas necessidades e que abre a tampa automaticamente sem que você dê nenhum comando. Pense como seria bom apenas sentar e fazer o que é preciso sem ter de se incomodar com o uso de papel higiênico.

Talvez seu sonho de consumo seja um sanitário com assento aquecido, uma invenção que seria revolucionária para os dias de muito frio. Se fosse possível reunir tudo isso, também não seria pedir muito para que o vaso pudesse aquecer seus pés, não é mesmo?