A empresa japonesa Cyberdyne acaba de anunciar que está colocando à disposição dos trabalhadores responsáveis pela limpeza dos destroços de Fukushima o seu exoesqueleto robótico, conhecido como HAL (Hybrid Assistive Limb ou Membro Híbrido de Assistência).

Como os trabalhadores nessa área enfrentam um ambiente completamente contaminado por radiação, são obrigados a utilizar uma vestimenta antirradiação feita de tungstênio, a qual pesa aproximadamente 60 quilos.

Como o trabalho com tais roupas se tornaria inviável pelo peso, os funcionários usam atualmente modelos mais leves de proteção, o que os impede de entrar a fundo no local onde ocorreu a explosão. Já com o uso do exoesqueleto, que foi especialmente aprimorado para essa situação, os trabalhadores não teriam problemas em utilizar a roupa.

O HAL dá força a quem estiver vestindo-o por antecipar e suportar os movimentos que serão executados pelo corpo, usando sensores de monitoramento elétrico que interpreta os sinais enviados pelo cérebro até os músculos.

Ainda não ouve acordo entre os desenvolvedores da roupa e as empresas que atualmente trabalham em Fukushima. Talvez porque até então não foi reportado nenhum problema de saúde com os funcionários devido à radiação. Contudo, tal ideia mostra que o exoesqueleto pode, no futuro, ser útil em diversas outras situações.

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