Todo mundo já deve ter entendido que Elon Musk, o "Tony Stark da vida real", não brinca em serviço. Com um currículo cheio de iniciativas inovadoras e vanguardistas, não é de se espantar que ele também seja o nome por trás da Hyperloop Transportation Technologies (HTT), a companhia que pretende construir um sistema de transporte coletivo super-rápido, eficiente e barato – fizemos um superconteúdo a respeito dele que você não pode deixar de conferir.

Para mostrar que o projeto não era só conversa ou sonho, a empresa lançou hoje um vídeo que mostra como vai funcionar a tecnologia magnética – mais barata e mais segura que as disponíveis atualmente – que fará as "cápsulas", como são chamados os vagões do Hyperloop, flutuarem e se moverem a velocidades de até 1.200 km/h, o suficiente para fazer uma viagem entre Los Angeles e São Francisco – um trecho de pouco mais de 600 quilômetros – em apenas 30 minutos!

Só para se ter uma ideia, os meios de transporte mais populares do mundo registram as seguintes velocidades:

  • Shanghai Maglev (Trem-bala): 430 km/h
  • Airbus A380: 1.088 km/h
  • Concorde (avião, fora de operação): 2.200 km/h

A "levitação magnética passiva", como está sendo chamada, foi registrada e licenciada pela HTT e é apresentada como uma alternativa mais barata e mais segura do que as tecnologias de levitação magnética que são utilizadas hoje em trens de alta velocidade na Ásia e na Europa.

Conceito antigo, aplicação nova

Embora a levitação magnética, também conhecida como maglev, já venha sendo aplicada há alguns anos, a forma como ela está sendo aplicada no Hyperloop é um pouco diferente. Enquanto os trens atuais precisam de uma fonte de energia muito potente e de diversas molas de cobre, que compõem uma espécie de trilho.

São os próprios componentes do Hyperloop que farão todo o trabalho de levitação magnética

As cápsulas do sistema serão movidas por motores elétricos e o campo magnético criado por ímãs permanentes será o responsável por fazer tudo flutuar por um único caminho de alumínio. São os próprios componentes do Hyperloop que farão todo o trabalho de levitação magnética, movimento e aproveitamento de energia, já que as baterias serão recarregadas enquanto as cápsulas são desaceleradas.

Ímãs permanentes se unem aos motores elétricos para garantir que o próprio movimento da cápsula gerem um campo magnético que permite a levitação

"Usando o sistema de levitação passiva já eliminamos a necessidade de estações de energia ao longo dos trilhos do Hyperloop, o que faz com que a estrutura seja a mais adequada enquanto os custos de construção serão mais baixos", explicou Bibop Gresta, diretor de operações da HTT, através de um comunicado oficial da empresa.

Do ponto de vista da segurança, Gresta afirma que a tecnologia apresentada pela companhia também tem diversas vantagens: "A levitação ocorre puramente através do movimento, então se houve qualquer tipo de falha de energia, as cápsulas continuarão a levitar e só tocarão o trilho quando atingirem uma velocidade mínima".

Corrida do Hyperloop

A HTT, que é composta por cerca de 10 mil colaboradores, entre eles alguns voluntários, funcionários da SpaceX e também da NASA, não é a única na corrida pela construção do novo sistema de transporte coletivo: outra empresa, chamada Hyperloop Technologies Inc. (HTI), também pretende construir sua própria versão da tecnologia.

A previsão da chegada do primeiro Hyperloop para testes é em 2018, já que a permissão para a construção de um percurso de testes foi garantido no início do ano. Entretanto, a concorrência não está muito atrás, já que a Hyperloop Tech também vai construir uma pista de 3,2 km até o fim de 2016.

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