O futuro é incerto para alguns, calculado por outros e mais ou menos imaginado por todos. É difícil saber para onde vão as montanhas de dados movimentados na internet. E no futuro? Bem, parece que dois arquitetos italianos tiveram uma ideia interessante sobre isso: os data centers, na imaginação dos artistas, podem ser arranha-céus sinistros. Prédios gigantescos que cortam o céu.

Marco Merletti, que trabalha em Paris, e Valeria Mercuri, que atua em Roma, trouxeram apenas uma concepção, ainda que esboçada, de um distópico futuro – ou não seria tão distópico assim? – no qual estruturas imensas vão estar entre as nuvens para armazenar toda a sorte de informações. Os dois, aliás, receberam as honras por alcançarem a terceira posição num festival de arquitetura segmentado e organizado pelo jornal local eVolo.

A torre de dados!

Sob uma perspectiva visual, o estilo futurista da “torre de dados” parece até algo oriundo de “Star Trek”, mas incorpora tecnologia sustentável para, eficientemente, dar conta de centenas de milhares de servidores à medida que a automatização ganha mais força. A ideia se apoia em tecnologias já existentes.

“Data centers hoje contêm a maioria de nosso conhecimento, nossas informações pessoais, nossa cultura, nossa história. O conteúdo é indispensável a nós em cada momento de nossas vidas”, afirmou Merletti.

Além da imagem que você confere na abertura desta notícia, veja, sem mais delongas, o esboço completo adiante:

Será que, no futuro, teremos data centers desse tamanho?

E... Que estrutura tem esse arranha-céu?

A arte conceitual foi materializada com uma superfície de gelo em mente, algo que, na visão dos arquitetos, “teria potencial de uso tanto por companhias dos EUA quanto por aquelas instaladas na Europa”. A torre seria energizada por “hidroforça” e energia geotérmica, e a proximidade da superfície de gelo com o Círculo Ártico significaria que o resfriamento “natural” exerceria um papel fundamental.

O design do edifício é cilíndrico e modular. “Data centers são construções complexas. Eles estão continuamente em evolução”, opinou Merletti. Os servidores ficariam alocados em pods individuais, com 24 unidades em cada andar. Os pods poderiam ser movidos por um sistema de gerenciamento automatizado – dessa forma, os técnicos que estiverem no térreo, por exemplo, seriam capazes de trabalhar melhor na manutenção deles.

A altura imaginada seria de 50 metros, mas, na concepção esboçada pelos arquitetos para o festival, a torre tem cerca de 300 metros e aproximadamente 65 andares. E não é que os artistas até colocaram embasamentos científicos em seu conceito? Impressionante.

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