Por mais que nossa tecnologia de arquitetura tenha evoluído um bocado, estamos muito longe de alcançar o nível impressionante visto nos filmes de ficção científica. Isso não quer dizer que os arquitetos mais ousados não sejam capazes de imaginar como seria, por exemplo, um futuro em que todas as construções sejam recheadas de tecnologia e, ao mesmo tempo, mais sustentáveis ao meio-ambiente.

Competições como aquelas feitas anualmente pela revista eVolo, por sua vez, são o lugar perfeito para que essas pessoas soltem a imaginação e tragam projetos simplesmente absurdos. Seja por sua escala descomunal, seu design que desafia tudo o que temos atualmente ou o uso de uma tecnologia que ainda estamos longe de criar, o resultado é impressionante e completamente surreal.

Com isso, nós aproveitamos para fazer uma lista com alguns dos mais incríveis projetos arquitetônicos que você pode encontrar em uma competição como essa, em ideias que vão de prédios gigantescos a datacenters localizados no meio de territórios gélidos e até mesmo estruturas feitas para gerar chuva. Confira:

New York Horizon

Trocar as árvores do Central Park por pequenas montanhas pode valer a pena para aumentar o número de moradias em Manhattan

O primeiro colocado na competição da eVolo de 2016 é também um dos mais ambiciosos em sua ideia e, ao mesmo tempo, um dos poucos que poderiam ser alcançados com nossa tecnologia atual. A ideia por trás dele é bastante simples: escavar todo o território do famoso Central Park até revelar a rocha debaixo dele, criando um “penhasco” com 300 metros de altura e uma paisagem impressionante.

Isso não serviria apenas pelo visual, é claro. Toda a encosta desse penhasco, por sua vez, poderia se tornar um gigantesco conjunto de prédios “subterrâneos”, oferecendo maior espaço de moradia, mas sem abrir mão de um dos locais mais icônicos do país.

The Hive

O problema é pensar como evitar confusões na hora de controlar seu drone no meio de centenas de outros deles.

Em segundo lugar temos um projeto que vem com o objetivo de integrar os drones às nossas vidas ainda mais. Criado com a ideia de que esses aparelhos estão cada vez mais comuns em nosso dia a dia, o Hive, como seu nome indica, é como uma enorme colmeia cilíndrica para drones pessoais e comerciais, capaz de se conectar a nove padrões diferentes de robôs. A estrutura ainda permite o carregamento automático dos aparelhos, através de painéis solares.

Data Skyscraper

O único problema aqui é que, se você precisar consertar alguma peça quebrada, é bom não ter medo de altura

Levando ao extremo a ideia de economizar nos gastos de resfriamento de um datacenter, o Data Skyscraper é uma opção muito mais econômica e eficiente na criação desse tipo de estrutura. Com um visual que parece saído de um filme cyberpunk, o principal destaque desse prédio é que, diferente dos datacenters comuns, este aqui é basicamente uma gigantesca placa-mãe, com todo o hardware exposto ao ar livre e apenas uma tubulação central vazia.

E por que um design tão estranho? Simples: uma vez que o prédio seria construído na Islândia, deixar o hardware exposto e com uma estrutura interna vazia otimizariam ao máximo a ventilação do datacenter, que seria resfriado sozinho pelo próprio vento da região.

Trans-Pital

Funcional? Talvez. Impressionante de olhar? Com certeza.

Outro conceito igualmente impressionante da lista é o Trans-Pital, uma instalação médica feita com o objetivo de se adaptar de acordo com a situação. Para tal, a estrutura é composta de um prédio que serve de base para uma série de outros módulos gigantescos – todos capazes de se mover para cima e para baixo, mudando seu posicionamento quando necessário.

Com isso, o projeto tem como objetivo que os pacientes tenham que minimizar seu esforço ao se deslocar. E para dar um toque amigável à estrutura, vale notar que o Trans-Pital possui áreas verdes para os pacientes desfrutarem em cada módulo.

Air-Stalagmite

Para alguns lugares, apenas soluções como essas parecem ser suficientes para lidar com a poluição.

Só pela cara, muitos já devem imaginar que esse não é exatamente um prédio feito para se viver. A enorme torre é, na verdade, um colossal filtro de ar, projetada para uso apenas em regiões tomadas por uma gigantesca quantidade de poluição. A coleta de material poluente é feita através de um enorme aspirados na base da estrutura, que suga os materiais para serem acumulados em filtros instalados nos andares superiores.

Um detalhe interessante do Air-Stalagmite é que ele não se resume apenas a captar as partículas do ar para serem descartadas. No lugar disso, elas são usadas como material para aumentar a construção da torre com novos filamentos – cada nova linha representa um ano de atividade da estrutura, por sua vez.

Cloud-Craft

Adicionar dezenas desses prédios pode ser uma solução para as secas que assolam diversas regiões do mundo.

O último item dessa lista é um dos mais curiosos por sua proposta: criar torres capazes de controlar as chuvas e oferecer um ambiente propício de plantio e cultivo, com água abundante mesmo em áreas onde a água potável é escassa.

Pode parecer uma ideia impossível, mas controlar o clima para fazer ou evitar chuvas já é uma técnica conhecida e que utilizamos em diversas áreas (embora de maneira reduzida, visto os custos de tal processo), através de um método chamado cloud seeding. Através desse método, cientistas podem injetar materiais que forçam as nuvems a iniciarem chuvas.

O Cloud-Craft, por sua vez, estaria totalmente equipado tanto para gerar chuva quanto para captar a água – este feito com a ajuda de redes especiais colocadas nos jardins e plataformas da área aberta no tomo do prédio. Para garantir um maior controle das chuvas, todavia, seria necessário instalá-las próximas do litoral.

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