Novos estádios devem trazer novas experiências para o público brasileiro (Fonte da imagem: Reprodução/Atlético Paranaense)

A cada dia que passa, a Copa do Mundo do Brasil, no ano que vem, fica mais próxima. Apesar de todas as irregularidades, atrasos e problemas que povoam os noticiários diariamente, não há como negar que aquele friozinho na barriga e a ansiedade pelo evento já começam a contagiar o povo nos quatro cantos do país.

Para sediar o evento, o Brasil se comprometeu a disponibilizar 12 estádios em totais condições de atender às exigências do evento. Isso inclui diversas novas tecnologias que abrangem os mais diversos quesitos, como conforto, acessibilidade, segurança e sustentabilidade.

Faixadas maravilhosas (Fonte da imagem: Reprodução/Arena da Amazônia)

Como resultado, os palcos da competição trazem elementos já vistos em alguns eventos de grande porte, além de soluções inovadoras e tecnologias que todos os estádios deverão compartilhar. Conheça algumas das novidades que veremos na Copa do Mundo de 2014.

Catracas inteligentes

Um dos itens que ainda não foram confirmados, mas que deve habitar os estádios, é a catraca que traz câmeras de alta definição acopladas à sua parte superior. Com essa tecnologia, os gestores de segurança do evento poderão identificar cada torcedor visualmente, sabendo qual é o seu ingresso, o setor e qual o assento que ele está ocupando.

Além disso, as catracas também devem ser motorizadas, ou seja, quem entra no estádio não precisa empurrá-las para passar, pois elas se movimentam automaticamente. Graças à esse mecanismo, caso haja a necessidade de um escoamento rápido de público, basta uma ordem feita por meio do software de controle para que todas tenham as suas hastes “abaixadas” automaticamente, permitindo a fluência rápida das multidões.

Monitoramento e segurança

Todos os estádios da Copa do Mundo contarão com dezenas de câmeras para monitorar o público – tudo visando a segurança de quem deseja acompanhar os jogos. A Arena Fonte Nova, na Bahia, por exemplo, tem nada menos do que 227 câmeras espalhadas por todos os setores do estádio – incluindo áreas estratégicas dentro e fora da praça esportiva.

Câmeras em todos os cantos (Fonte da imagem: Reprodução/Portal Copa 2014)

Para ajudar no reconhecimento de qualquer baderneiro, o sistema instalado capta imagens em alta definição, o que permite a utilização do zoom para que a polícia consiga ver até mesmo as feições e detalhes das roupas dos torcedores que arranjarem problemas. Vale lembrar que o Tecmundo mostrou um sistema semelhante no começo do ano passado.

Tudo isso fica ligado a uma central de monitoramento que acompanha tudo em tempo real. Ainda usando o estádio baiano como exemplo, lá uma equipe de 18 profissionais acompanhará o fluxo de pessoas e veículos dentro do estádio e também em todo o seu entorno. Caso haja necessidade, eles poderão acionar rapidamente a polícia, os bombeiros ou equipes de saúde.

Centrais de controle

Junto às centrais de segurança ficarão também salas com pessoal especializado no controle técnico do estádio. Por meio desse local é que serão controlados diversos recursos eletrônicos das praças esportivas, como iluminação, funcionamento das câmeras, telões, entre outros.

Conectividade e 4G

A implantação do 4G a tempo da Copa do Mundo tem sido amplamente discutida na mídia nos últimos meses – principalmente devido à proximidade do chamado “evento teste”, a Copa das Confederações, que acontece no próximo mês de junho em seis das doze sedes da Copa do Mundo de 2014.

4G em todas as cidades-sede da Copa (Fonte da imagem: Divulgação/Assessoria de Imprensa Anatel/SinclairMaia)

A Anatel, em conjunto com as operadoras, vem correndo atrás do prejuízo e já conseguiu garantir a banda larga de quarta geração em todas as sedes do evento. A expectativa é que todas as cidades que sediarão a Copa do Mundo também contem com a tecnologia.

Para garantir que a conexão nas praças esportivas seja de alta qualidade, todos os estádios terão antenas 4G em sua estrutura. Além disso, muitos estádios terão também WiFi gratuito em todas as suas dependências, algo que já era feito em alguns lugares antes mesmo da vinda do evento ao Brasil.

Painéis de LED

A iluminação externa dos estádios é algo que deve promover um espetáculo à parte durante o mundial. Inspirados pela Allianz Arena, em Munique, que dá um show de cores desde que foi inaugurada antes da copa da Alemanha, em 30 de maio de 2005. Na cidade, dois times utilizam o estádio e, dependendo do evento, as suas cores mudam, alternando-se entre o azul e o vermelho.

Painel deve ser o maior do mundo presente em estádios (Fonte da imagem: Reprodução/Revista IP)

Aqui, diversos estádios também utilizarão modernos esquemas de iluminação. A sede em São Paulo, por exemplo, terá a maior fachada de LEDs criada para um estádio em todo o planeta. Isso foi conseguido graças a uma parceria com a alemã Osram.

A Arena Corinthians contará com um painel luminoso de 170 metros de comprimento e 20 metros de altura. Ao todo, ele será composto por nada menos do que 34 mil LEDs e será capaz de exibir vídeos, lances dos jogos, informações e anúncios publicitários mesmo durante as partidas.

Iluminação da Arena Pernambuco (Fonte da imagem: Reprodução/Cidade da Copa)

Já a Arena da Baixada, em Curitiba, não terá uma fachada tão grande, mas o seu painel frontal também deverá chamar a atenção, medindo cerca de 80 metros de largura. Além disso, o seu projeto arquitetônico prevê uma iluminação em volta de todo o estádio, algo que o transforma em uma espécie de caixa luminosa no meio da capital paranaense. A Arena Pernambuco também segue esse estilo moderno de construção.

Coberturas inteligentes

Falando na cidade, a casa do Atlético Paranaense chama a atenção por ser a única sede da Copa do Mundo a contar com um teto retrátil. Caso seja necessário, o estádio poderá ficar totalmente coberto em apenas 15 minutos – algo muito bem-vindo em uma cidade com um clima tão maluco como Curitiba (nós do Tecmundo sabemos muito bem disso!).

Cobertura da Arena da Baixada vista por dentro e por fora (Fonte da imagem: Reprodução/TV CAP/YouTube )

Outros estádios, como a Arena Fonte Nova, contarão com um sistema de captação de águas pluviais instalados no teto e que levam o precioso líquido para reservatórios subterrâneos. Com isso, eles poderão aproveitar a água da chuva em sistemas de irrigação e limpeza. Além disso, alguns utilizarão películas especiais e que se limpam automaticamente, eliminando o gasto de recursos com água e produtos químicos.

Telões

As telas de LED também povoarão os estádios em suas estruturas internas. Todos contarão com telões para informar a torcida sobre todos os acontecimentos da partida. O Maracanã, por exemplo, terá quatro telões com nada menos do que 98 metros quadrados cada um.

Telões do Maracanã sendo testados (Fonte da imagem: Reprodução/Globo Esporte)

Além disso, espalhados por todos os ambientes e estruturas dos estádios haverá diversas TVs. Nelas serão exibidos os lances das partidas (e de outros jogos que aconteçam simultaneamente), mensagens publicitárias e demais informações sobre a Copa do Mundo.

Gerando energia

Com tantas telas assim, você deve estar se perguntando: “Mas e de onde vai sair toda essa energia?”. Diversos estádios contarão com sistemas para geração de energia. Por se tratarem de estruturas enormes, eles poderão contar com uma boa quantidade de células fotovoltaicas. Praticamente todas as praças esportivas deverão aproveitar tal recurso, inclusive gerando energia suficiente para abastecer milhares de casas.

A bola entrou ou não?

Uma das principais polêmicas do mundo do futebol está prestes a desaparecer. Após ter sido testada no último Mundial de Clubes, a tecnologia para verificar se uma bola entrou – ou não – foi oficialmente adotada pela FIFA e deve fazer parte dos jogos da Copa das Confederações e também da Copa do Mundo.

No “evento teste”, a entidade escolheu a tecnologia fornecida pela empresa GoalControl e, se tudo correr como o planejado, eles também deverão instalar o seu sistema para todos os estádios da Copa. O projeto da companhia prevê a instalação de sete câmeras espalhadas em pontos estratégicos.

Elas contam com computadores próprios e trabalham interligadas, abastecendo um PC com um software que controla todo o seu funcionamento. Essas câmeras mapeiam o campo de jogo, identificam onde a bola está e produzem mais de 400 imagens por segundo – todas em 3D e em alta definição.

Spidercam

Além da transmissão em três dimensões e das imagens em Full HD, outro ponto que deve chamar a nossa atenção ao assistir a Copa do Mundo é a incrível capacidade da Spidercam de pegar imagens verdadeiramente espetaculares.

O recurso já é uma ferramenta comum nos grandes eventos esportivos. Trata-se de uma câmera acoplada a 16 cabos de aço posicionados na vertical e na horizontal na parte superior do estádio. É por meio deles que ela é capaz de viajar por todo o local, cobrindo os lances bem de pertinho.

Tudo é controlado por uma central, e o equipamento tem uma liberdade quase que absurda de movimentação, podendo girar rapidamente em 360 graus, utilizar o seu poderoso zoom e acompanhar contra-ataques com uma precisão tão grande que você chega a pensar que está lá no estádio acompanhando a partida. Clique aqui para conferir um infográfico sobre essa incrível câmera.

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Neste artigo, nós abordamos algumas das tecnologias que mais chamaram a nossa atenção nos estádios da Copa do Mundo de 2014, contudo, muita coisa ainda pode ter ficado de fora. Com um evento dessa magnitude acontecendo no Brasil, é importante que toda a estrutura e conforto sejam ofertados ao público.

Isso, é claro, não só para agradar aos turistas ou para satisfazer as exigências da FIFA, mas também para fazer a alegria do povo brasileiro, afinal de contas, somos nós que estamos pagando a conta para a realização do evento. Mas e aí, alguma coisa ficou de fora? Não deixe de comentar!

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