Empresa asiática não quer honrar acordos no Brasil. (Fonte da imagem: Reprodução/Baboo)

Há mais de um ano, a taiwanesa Foxconn e o governo brasileiro assinaram um acordo para a instalação de fábricas da companhia no país. Segundo o documento, a empresa produziria dispositivos da Apple, telas LCD e outros equipamentos.

No entanto, a Foxconn pretende utilizar uma tecnologia quase obsoleta para a produção dos displays no país, o que está sendo considerado um “calote” no Brasil. Isso porque a empresa deveria começar um programa de transferência de tecnologia para que outras fabricantes produzissem equipamentos similares por aqui.

A principal diferença entre as tecnologias que a companhia possui, além da qualidade, é a possibilidade de produzir monitores de diversos tamanhos. O sistema que a Foxconn quer utilizar por aqui, no entanto, não conta com tal versatilidade.

Em contrapartida, o governo anunciou que não vai financiar a instalação das fábricas através do BNDES caso a empresa insista em quebrar o acordo.  Ainda assim, assessores da presidência informaram à Folha de S. Paulo que ainda estão em negociação com a Foxconn para resolver o impasse.

Os investimentos da empresa estavam estimados em US$ 12 bilhões na ocasião do acordo assinado, boa parte financiada pelo BNDES. Além disso, o empresário brasileiro Eike Batista também deve investir um montante na instalação da fábrica de telas.

Fonte: Folha de S. Paulo

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