Basta que você pergunte para alguém “O que é a internet?” para que as mais variadas respostas surjam tentando explicar a tecnologia ou o conceito da plataforma. Fora da conversa didática – ou do verbete na Wikipédia –, no entanto, a brincadeira parece se dividir em duas vertentes: a) A internet é algo invisível e que simplesmente acontece, dando acesso a um mar de informações; e b) A internet é um emaranhado de redes, fios, links, roteadores e cabos submersos cruzando todo o mundo. Ora, mas por que não ir além desses dois extremos?

Para provar que a web é muito mais que um conceito abstrato ou que equipamentos de alta tecnologia ligados uns aos outros em uma sequência interminável, o fotógrafo Dave Greer viajou por diversos pontos dos Estados Unidos e da Europa para ver como muitas das centrais responsáveis pela distribuição de sinal e de conexões estão escondidas em prédios relativamente comuns e espalhados por paisagens belíssimas pelo mundo – com ares de cartões-postais bucólicos, mas extremamente refinados.

"Senhoras e senhores, gostaria de apresentar a vocês... A INTERNET!"

A busca de Greer foi iniciada por conta de um fato curioso, a venda de um prédio comercial em Los Angeles por nada menos que US$ 437,5 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão). A dúvida era: qual é o motivo que faria um edifício como aquele valer tanto dinheiro? A resposta, o profissional descobriu depois, era que o imóvel abrigava uma série de cabos que formava uma das principais conexões de internet entre a América do Norte e a Ásia. Só isso já bastava para que o local fosse considerado um verdadeiro tesouro para empresas de telecomunicações.

A ideia de Greer é trazer à tona um pouco da magia da comunicação digital

Depois disso, ele passou a perseguir essas instalações que viabilizam boa parte das nossas atividades diárias, mas que não chamam nenhum tipo de atenção durante o processo. A ideia de Greer, nas fotos que você confere a seguir, é trazer à tona um pouco da magia que faz a comunicação digital e os serviços web funcionarem e como eles podem se mesclar suavemente em cenários de tirar o fôlego.

1) O data center da Google, em Dublin, parece dar o contraste certo no horizonte, dividindo o céu e os campos verdejantes da Irlanda

2) Essa estrutura meio camuflada ao fundo da imagem está situada em Manchester, na Califórnia, e é uma central da AT&T. Sua missão? Receber os cabos marítimos que chegam do Japão aos Estados Unidos

3) A mesma empresa é responsável pelo cabeamento que percorre esse longo percurso à beira do mar em San Luis Obispo, também na Califórnia. A operação só pode ser percebida graças a uma tampa de bueiro bem discreta, no cantinho da via.

4) Com traços minimalistas, mas de visual imponente, o prédio operado pela Verizon em Miami abriga um dos maiores data centers dos EUA. Quem julga o local apenas pela vizinhança não deve imaginar a importância do local, não é?

5) Nos arredores da cidade de The Dalles, no estado do Oregon, o data center da Google fica parecendo algum tipo de base escondida no meio do deserto

6) Ainda no Oregon, desta vez na cidadezinha de Madras, a Level3 Communications administra um cercadinho um pouco mais humilde que os anteriores, mas que nem por isso é menos importante: afinal, é um ponto de regeneração para o sinal de fibra ótica na região

7) Deserto de sal? Algum tipo de plantação protegida das intempéries? Nada disso! Trata-se de 100 acres de painéis solares construídos pela Apple em Maiden, na Carolina do Norte, para alimentar um de seus data centers nessa área

8) Em Tuckerton, Nova Jérsei, o verde da vegetação local só é quebrado pela cor laranja do poste e da placa que indicam que o terreno abriga cabos de fibra ótica subterrâneos

9) Esse é o mesmo tema que chama atenção em outro cenário, os campos e morros da região de Yorkville, na Califórnia, que também servem de “habitat” conexões de fibra ótica por baixo da terra

10) A proposta do Facebook com o prédio de um de seus data centers em Altoona, Iowa, é bem simples: chamar o mínimo de atenção possível

11) Os Estados Unidos e a Irlanda estão devidamente conectados através dos cabos da Hibernia Atlantic que chegam à costa norte-americana por essa bela praia em Lynn, Massachusetts

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E aí, curtiu a forma como as companhias integram as suas centrais em meio à ambientação local? Será que você tem alguma estrutura como essas perto da sua casa e não sabia? Qual das fotos do projeto você mais curtiu? Deixe a sua opinião sobre o tema mais abaixo, na seção de comentários.

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