É difícil encontrar alguém que não goste de fotografias. Basta olhar para o smartphone de seus amigos e você logo vai perceber que as galerias estão cheias de fotos de pessoas, lugares, cachorros, gatos e eventos dos mais diversos tipos. Mas será que todas as necessidades dos fotógrafos de plantão são atendidas somente com os sensores integrados a seus celulares? É bem possível que não.

Quais são as vantagens de cada tipo de câmera existente no mercado atualmente? Quando você realmente precisa de uma DSLR e quando uma Point and Shoot pode ser suficiente para as suas necessidades? Confira agora mesmo um rápido guia que trouxemos para mostrar as diferenças entre as categorias de câmeras mais comuns que existem no mercado atualmente.

Os tipos de câmera

Point and Shoot

Você certamente já viu câmeras desse tipo no mercado. As Point and Shoot também são chamadas de “Compactas”, justamente pelas dimensões reduzidas. E se você acha que isso significa que elas apresentam qualidade ruim, pode deixar o seu preconceito de lado. Há quem diga que essas câmeras pararam no tempo, mas ao longo da última década aconteceram várias evoluções nesses dispositivos.

Há vários modelos disponíveis no mercado com recursos avançados. Nisso, podemos incluir câmeras com configurações manuais, portabilidade e facilidade no uso — lembrando também que alguns modelos mais completos ainda trazem excelentes recursos para a gravação de vídeos. As desvantagens ficam pela impossibilidade de alterar lentes e pela limitação na captação de luz.

  • Para quem é indicado: novatos, viajantes e famílias
  • Principais modelos de 2015/2016: Sony Cyber-shot DSC-RX100 III; Canon G7X

DSLR

Câmeras profissionais e semiprofissionais são as mais avançadas e trazem mais recursos para os consumidores. Elas são chamadas de DSLR (Digital Single-Lens Reflex) e permitem resultados de alta qualidade — sendo usadas por profissionais dos mais diversos ramos, sejam eles fotógrafos de eventos, de publicidade ou de cobertura jornalística.

Elas são dotadas de espelhos internos e trazem o viewfinder ótico como uma das grandes características — apesar de ser possível usar o visor LCD como viewfinder em alguns casos. Grande parte delas possui mecanismos para permitir a troca de lentes e também há os ajustes mais completos possíveis. É possível encontrar modelos de entrada com preços razoáveis, mas é preciso ter em mente que os top de linha podem custar mais de R$ 5 mil.

  • Para quem é indicado: fotógrafos profissionais e entusiastas
  • Principais modelos de 2016: Canon EOS 7D Mark II; Nikon D750

Mirrorless

Você acha que o viewfinder (aquele pequeno visor utilizado pelos fotógrafos) é um dos grandes charmes da fotografia? Então talvez você não vá gostar das câmeras mirrorless — “sem espelho”, elas não enviam imagens óticas para o visor acoplado. Fora isso, elas trazem excelente qualidade de imagens e resultados bem agradáveis para os consumidores dos mais diversos perfis.

Esses equipamentos podem ter lentes trocadas — desde que sejam usadas lentes compatíveis com o formato mirrorless — e apresentam peso menor do que o visto nas DSLR. Outro destaque fica com as configurações manuais bem avançadas, que permitem aos fotógrafos ajustarem todos os seus detalhes da maneira que quiserem.

  • Para quem é indicado: fotógrafos casuais e entusiastas
  • Principais modelos de 2016: Pentax Q-S1; Olympus PEN E-PL7

Superzoom

Essas câmeras se parecem muito com as câmeras profissionais, mas não trazem recursos tão avançados. Uma das principais limitações está no fato de que as lentas são fixas, não podendo ser trocadas pelos consumidores. Essas mesmas lentes são capazes de fazer com que o zoom poderoso seja utilizado para a captura de imagens em distâncias bem longas.

Também há alguns problemas em ambientes muito escuros, mas, em situação com boa luminosidade, os modelos superzoom podem conseguir resultados impressionantes. Um dos destaques positivos está nos preços das câmeras superzoom. Elas são mais caras do que as compactas, mas podem ser encontradas por valores atrativos e bem mais baixos do que os vistos nas DSLR.

  • Para quem é indicado: quem adora estar fora de casa
  • Principais modelos de 2016: Panasonic Lumix DMC-ZS50; Canon PowerShot SX60 HS

Detalhes importantes

Sensor

Existem dois tipos de sensores principais que podem ser encontrados nos aparelhos atualmente: CCD e CMOS. O primeiro é um padrão mais caro, porém gera imagens com qualidade superior. O segundo, mais barato, é usado até mesmo em smartphones, mas a qualidade é um pouco inferior.

Além disso, também é importante saber o tamanho do sensor da câmera, principalmente em modelos mais profissionais. Quanto maior é o sensor — e isso não quer dizer “mais megapixels” —, maior é a qualidade de imagens obtidas. Isso acontece porque os pixels não precisam ser diminuídos para serem capturados. Sensores muito pequenos podem fazer com que as imagens fiquem com muitos ruídos, principalmente em ambientes escuros.

Lentes

Quando falamos sobre câmeras, muitos pensam que o principal delas são os megapixels, mas a verdade é que há muito mais que isso na composição da qualidade das imagens. As lentes, por exemplo, também precisam ser levadas em consideração, e isso vale até mesmo para quem está atrás de modelos mais simples — mas é claro que nas profissionais esse fator fica ainda mais evidente.

É preciso ficar ligado na “distância focal”, nas possibilidades de “macro”, no zoom ótico e nos ângulos capturados — existem lentes específicas para capturas com “olho de peixe” ou “grande angular”, por exemplo. Também é importante ficar atento às aberturas da lente, porque isso interfere diretamente na luz captada.

Configurações manuais

As câmeras digitais possuem muitas funções automáticas e isso é bem interessante para quem não quer perder tempo com configurações. Porém, isso traz algumas desvantagens porque os recursos eletrônicos podem não ser tão completos quanto os do olho de um bom fotógrafo. Ou seja: se você tem (ou quer ter) conhecimento avançado sobre fotografia, essa opção é fundamental.

Flash

Apesar de muitos não gostarem de câmeras com flash, há momentos em que a função se torna bem importante. É fundamental saber a distância máxima de iluminação e também é bem importante saber se a câmera conta com redução de olhos vermelhos. Se houver a opção de controlar a intensidade do flash, melhor ainda.

E os megapixels?

Você já reparou que há câmeras de celular com 50 megapixels e modelos DSLR com apenas 16 megapixels e que conseguem resultados melhores? Isso acontece porque os megapixels representam apenas a quantidade de pontos que podem ser gerados em uma única imagem. A qualidade do sensor, a velocidade do obturador, velocidade de processamento e captura de luz são muito mais importantes.

Suporte para vídeo

Além de tirar fotos, você também pode precisar de uma câmera para gravar vídeos, pode ser para um vlog ou então um material com produção diferenciada. Por isso, é preciso ficar bem atento às possibilidades de vídeo que são gravados com o seu novo equipamento. Os pontos mais importantes ficam com os formatos e codificações; resolução de vídeo; taxa de quadros por segundo e estabilização.

Cuidado com câmeras usadas

Se você vai comprar uma câmera usada, é muito importante ficar atento ao contador do obturador do produto. De acordo com o modelo, existe uma estimativa de limite de cliques que podem ser disparados antes que o produto comece a apresentar problemas. Procure saber qual é essa estimativa no modelo que está comprando e depois veja a que distância esse número está do produto específico.

Qual é o melhor tipo, afinal?

Se formos avaliar somente a qualidade das imagens, é impossível não dizer que as DSLR são as melhores. Porém, há momentos em que outros tipos de câmeras podem ser superiores. Por exemplo: se você quer apenas gravar alguns vídeos, pode optar por câmeras compactas de alta qualidade.

Modelos superzoom podem ser excelentes para a captura de imagens em ambientes externos, e as mirrorless garantem resultados de alta qualidade sem a desvantagem do peso. Ou seja: a melhor câmera é aquela que atente às necessidades pessoais ao mesmo tempo em que os preços condizem com o que cada consumidor pode pagar.

Vale lembrar que uma fotografia não é feita apenas com equipamento. É importante estudar sobre o tema, ir atrás de informações e cursos para aperfeiçoar as suas capacidades. Também é preciso levar em consideração os momentos em que as imagens são capturadas, pois a cena também é necessária para que uma boa foto seja criada.

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