Há cerca de 25 anos, a Sennheiser reuniu seus engenheiros e deu a eles uma tarefa incomum: criar o melhor par de headphones que o mundo já viu, independentemente do custo. O resultado foi a linha Orpheus HE90, um produto limitado com apenas 300 unidades fabricadas que é o amor verdadeiro da vida de qualquer audiófilo. Agora, a empresa finalmente voltou a dar atenção para esse seleto grupo de compradores e anunciou o sucessor do caríssimo acessório sonoro.

O novo Orpheus foi o fruto de 10 anos de trabalho contínuo de um grupo de engenheiros da Sennheiser, período durante o qual eles atualizaram o design dos componentes eletrostáticos e do amplificador separado que o fone original possuía. O resultado foi a criação daquele que pode ser considerado o conjunto de headphones com o som mais puro já criado – e com o nada modesto preço de US$ 55 mil (cerca de R$ 213 mil, em conversão direta).

De outro mundo

A explicação para esse preço astronômico vem da tecnologia eletrostática utilizada, que funciona por meio de uma carga elétrica estática posicionada em um filme finíssimo que fica entre duas placas de metal. Com um peso menor do que o do ar ao seu redor, esse material oscila de acordo com as tensões dos sinais de áudio e, assim, produz o som.

O Orpheus de nova geração conta com um diafragma vaporizado com platina colocado entre dois eletrodos de cerâmica vaporizados com ouro, estrutura criada por um processo de pulverização e lixamento antes de receber uma cobertura em ouro que garante a condutividade necessária. O resultado são diafragmas de apenas 2,4 micrômetros de espessura.

Somando-se a isso, o amplificador separado “combina o processamento de impulsos superior de um sistema de tubos com a baixa distorção de um de transistores”, segundo a fabricante. Isso significa que, junto ao efeito atenuador de seu acabamento em mármore de Carrara – o mesmo material no qual o ilustre Michelangelo fazia suas esculturas –, o acessório reduz os ruídos gerados pela estrutura ao mínimo absoluto.

O som mais puro já ouvido em um fone

De acordo com a Sennheiser, o novo Orpheus consegue atingir uma frequência de resposta que vai de 8 Hz até mais do que 100 kHz, número muito além daquilo que o ouvido humano pode escutar mesmo em condições perfeitas. Embora isso possa parecer exagero, esse alcance garante que a distorção do som dentro das frequências audíveis se torne impressionantemente pequena.

Tanto é que a fabricante afirma que som em 1 kHz e nível de pressão de 100 decibéis faz com que o headphone tenha uma distorção harmônica total de 0,01%. Se comprovado em testes práticos feitos por terceiro, esse detalhe faz do novo Orpheus o aparelho de áudio com o som mais limpo já feito. Com o preço de US$ 55 mil e a qualidade sem igual, a novidade deixa a categoria dos itens de consumo e se torna um produto de referência.

A Sennheiser afirma que as vendas do novo Orpheus devem ser iniciadas por volta da metade de 2016, com uma quantidade provavelmente limitada de unidades. Dessa forma, você tem até meados do ano que vem para decidir se quer investir em um apartamento novo em uma grande cidade ou em um novo headphone.

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