Visão lateral dos detectores OPERA, localizado em Gran Sasso (Fonte da imagem: OPERA)

Em setembro de 2011, o Tecmundo anunciou que uma descoberta do CERN poderia destruir a Teoria da Relatividade: em um experimento, foi constatado que as partículas subatômicas conhecidas como neutrinos podiam se locomover a uma velocidade superior à da luz. E apesar de ter ganhado destaque nos principais sites de ciência e tecnologia, a descoberta acabou sendo desacreditada alguns meses depois, já que, a princípío, houve falhas no processo de medição.

Agora, o assunto volta à tona e, dessa vez, com a pretensão de colocar uma pedra em cima da discussão: um novo teste realizado pelo laboratório italiano de Gran Sasso determinou que os neutrinos são incapazes de ultrapassar a velocidade da luz. Esse novo experimento é muito significante, pois manteve a mesma infraestrutura usada durante o primeiro teste.

Quase igual, mas com detectores diferentes

Desta vez, o detector OPERA, situado no subsolo de Gran Sasso, recebeu os neutrinos de um feixe gerado pelo CERN, laboratório localizado a 730 quilômetros de distância, na fronteira entre a França e a Suíça. Para a medição, foram usados múltiplos detectores (conhecidos como ICARUS), encarregados de analisar o mesmo feixe. O resultado confirma a falha de medição do primeiro experimento e conclui que os neutrinos não parecem se mover mais rapidamente do que a luz.

Apesar de usar as mesmas instalações e configurações do primeiro teste, a equipe ICARUS usou detectores de uma tecnologia diferente, sendo capazes de identificar a chegada de sete neutrinos. Enquanto os detectores OPERA usavam uma emulsão fotográfica para detectar as partículas, os do ICARUS usam argônio líquido. É muito provável que essa diferença possa indicar o que deu errado durante o primeiro experimento.

O artigo científico, em inglês, pode ser consultado no site arXiv.org.

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