(Fonte da imagem: CERN)

O CERN anunciou na última terça-feira (14 de fevereiro) que vai aumentar a intensidade dos feixes de energia usados durante os testes do Grande Colisor de Hádrons (LHC). Em 2012, o valor utilizado passa a ser de 4 TeV, em comparação com os 3,5 TeV usados até o momento.

A decisão foi tomada pela gerência do projeto após um workshop anual realizado na cidade de Chamonix na semana passada. A mudança, que também levou em conta o relatório produzido pelo Comitê Consultivo de Máquinas do CERN, tem o objetivo de aprimorar o funcionamento do LHC e, assim, obter uma quantidade de dados ainda maior que a atual.

“Quando começamos a operar o LHC em 2010, escolhemos usar o menor feixe de energia consistente com os experimentos que pretendíamos fazer”, afirma o diretor de aceleradores e tecnologia da organização, Steve Myers. “Dois anos de experiência operacional com o feixe e várias medidas adicionais feitas durante 2011 nos deram a confiança necessária para aumentar um pouco a intensidade, aumentando a abrangência dos experimentos realizados antes que o LHC entre em seu primeiro período extenso de repouso”.

Segundo o diretor de pesquisas do CERN, Sergio Bertolucci, 2012 vai ser um ano decisivo para definir se o bóson de Higgs existe ou não. “Qualquer um dos casos representaria um grande avanço em nossa exploração da natureza, nos deixando mais próximos de compreender como as partículas fundamentais adquirem massa, além de marcar o começo de um novo capítulo na física de partículas”, afirmou o cientista.

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