De acordo com uma pesquisa publicada no livro "A Finança Digitalizada: capitalismo financeiro e revolução informacional" que será lançado amanhã (25), cerca de 40% de todas as operações de compra e venda de ações na Bolsa de Valores brasileira em 2014 foram realizadas por programas de computador automatizados.

O autor da pesquisa e do livro é o sociólogo e pesquisador do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) Edemilson Paraná. Os dados revelam ainda que o "robô" é capaz de realizar uma operação a cada 10 milissegundos.

Com a expansão do mercado, várias corretoras e até bancos correm para oferecer esse tipo de serviço de negociação automatizada em algoritmos, ou seja, de alta frequência. Nos Estados Unidos, o HFT (High Frequency Trading) correspondeu a aproximadamente 70% de todo o volume negociado na bolsa durante 2014.

Skynet?

A opinião do mercado ainda é dividida sobre o assunto: de um lado existem aqueles que afirmam que o High Frequency Trading não é tão utilizado no Brasil e do outro aqueles que defendem que a porcentagem de robôs operando na bolsa é superior a informada.

Uma coisa é certa, os dados da pesquisa de Edemilson Paraná são extremamente delicados, além de ilustrarem um cenário de dois anos atrás. Por outro lado, não podemos negar que as operações automatizadas não estão presentes e são responsáveis por grandes operações na Bolsa de Valores, seja para grandes ganhos ou rombos milionários.

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