Se você estava escondido embaixo de uma pedra nos últimos meses ou, então, não costuma olhar as postagens dos seus amigos que continuaram a ser “nerds” depois de adultos, talvez tenha deixado passar uma novidade incrível: Os Cavaleiros do Zodíaco (vulgo “CdZ” ou Saint Seiya) ganhará um novo filme!

Quem não acompanhava o desenho (“anime”, se você fizer questão do termo adequado) pelo menos o conhecia e sabia da sua fama – assim como, provavelmente, odiava-o. Afinal, ele foi o primeiro a fazer sucesso enorme por aqui, abrindo caminho para outros como Dragon Ball, por exemplo (embora este seja mais velho e mais famoso no Japão).

Voltando para o filme, a sua data de estreia ficou para o dia 11 de setembro no Brasil; muito embora ele já esteja passando na Terra do Sol Nascente desde o dia 21 de junho deste ano.

Caso você não tenha acompanhado as novidades a respeito do lançamento, bem como os mais de 10 trailers e teasers divulgados com cenas do filme, confira abaixo alguns detalhes sobre o tipo de animação utilizado, produtos divulgados, bem como alguns detalhes que explicam o fato de o filme ser um reboot (e não um remake) da série.

1. Imagens alta qualidade

Antes de começar a lista, confira imagens com o visual do filme (algumas foram publicadas no site da revista CG World). Cuidado: elas podem conter spoilers mesmo para quem ainda se lembra do que aconteceu no desenho.

2. Desde o início

O filme retrata a Saga das 12 Casas, seguindo a estrutura original “precisamos salvar Athena e derrotar os cavaleiros de ouro para fazer o Mestre do Santuário remover a flecha que perfurará o coração da deusa em 12 horas”.

3. Trata-se de um reboot

Embora a história do filme seja referente à Saga da 12 Casas, o autor de Cavaleiros do Zodíaco não o fez com a intenção de ser “fiel” ao mangá, nem ao desenho. Nele, como você verá nos trailers, há elementos muito diferentes, realmente atualizando e reescrevendo a série (como lutas que não aconteceram no original e momentos de humor mais acentuados).

4. 100% Computação Gráfica (CG)

O filme segue uma linha de animação ao estilo de “Detona Ralph”, por exemplo, diferente do que se viu na franquia até hoje. Antes do filme, apenas alguns momentos da animação da Saga de Hades apresentaram algo parecido (Seiya vestindo a armadura pela primeira vez e alguns golpes), o que também vale para o último filme de Saint Seiya.

Segundo o programa Imagine-Nation (da emissora japonesa NHK), que fez uma matéria destacando a produção do filme, o software utilizado para animação de A Lenda do Santuário foi o Autodesk Maya, em computadores HP.

5. Acontecimentos e lutas diferentes

Com o tempo limitado de um filme, não é possível passar mais de 70 episódios para desenvolver a história. Não há escapatória: prepare-se para se surpreender com as novidades e ficar achando as lutas curtas demais.

6. Mais humor

Em alguns filmes e momentos mais descontraídos na história de CdZ, percebemos que nossos heróis realmente são adolescentes, fazendo graça com tudo. Entretanto, o filme enfatiza nesse lado mais que o anime, por exemplo, mostrando os cavaleiros de bronze em momentos hilários (confira os teasers).

7. Armaduras com design moderno

O mestre Kurumada considerou que usar o design antigo das armaduras acabaria fazendo o filme parecer antiquado, considerando a tecnologia utilizada. Essa mudança serve para mostrar a evolução da série ao longo dos seus mais de 20 anos de história.

8. Dublagem em português

Sim, boa parte dos dubladores da versão brasileira foi mantida na versão tupiniquim, sendo possível citar aqueles dos personagens principais (inalterados): Leticia Quinto (Saori), Hermes Baroli (Seiya), Elcio Sodré (Shiryu), Ulisses Bezerra (Shun), Francisco Bretas (Hyoga) e Leonardo Camilo (Ikki). Muitos cavaleiros de ouro também foram mantidos os mesmos; todavia, os donos de algumas vozes de nossa infância já morreram, infelizmente.

9. Entrevista com Kurumada

Em entrevista ao site Sports Hochi, Masami Kurumada, que comemorou 40 anos de carreira há pouco tempo, comentou que sugeriu o projeto para o filme há seis anos. Ele escreveu não apenas em relação ao roteiro, que precisou ser adaptado para caber em 93 minutos sem perder a elegância da série original, como também deu a palavra final sobre as versões atualizadas de cada armadura. O autor também mostra interesse em fazer mais histórias originais no universo Saint Seiya, sem ficar preso ao original.

10. Trailers e teasers

Para manter a animação dos fãs, vários teasers e trailers foram divulgados conforme a data de lançamento ia chegando, inclusive uma versão já dublada em português.

11. Cinema

O filme arrecadou quase 1 milhão de dólares no primeiro final de semana de exibição, ficando em primeiro lugar na rede de cinemas Kinezo. Um detalhe interessante é que nem no Japão, nem em nenhuma sala de exibição do mundo, o filme terá uma versão em 3D.

Apesar de não ter ficado em primeiro lugar de bilheteria no Japão, as terras nipônicas viram um fato muito inusitado: muitos pôsteres colocados nos metrôs locais foram roubados. Sim, essa notícia foi parar nos maiores noticiários de lá. Lide com isso.

12. Trilha sonora

A Lenda do Santuário conta com 41 músicas no álbum  que será lançado com a sua trilha sonora. Esta foi produzida pelo compositor Yoshihiro Ike, tendo um preço sugerido de 3 mil ienes (65 reais). Também disponível nas lojas japonesas da Amazon e do iTunes, cada faixa custa, em média, 200 ienes (quatro reais). Clique aqui para escutar um trecho de cada uma na Amazon japonesa (veja o vídeo da música-tema do filme, Hero, aqui).

13. Cartões mobage

Entre os vários produtos lançados estão os cartões mobage. Neles, os personagens do filme estão desenhados com o traço do anime, mas usando as armaduras com design novo.

14. Arte conceitual

A batalha final da saga, como você já conhecia.

15. Concurso fanart

O site oficial do filme fez um concurso, em 22 de maio de 2014, para escolher os melhores desenhos feitos por fãs japoneses: a ideia era que representassem o personagem Dohko de Libra (Mestre Ancião), já que ele não aparece no filme.

16. Bonecos

A saga já ganhou um Cloth Myth baseado no filme (e uma versão antiga atualizada).

17. Vários produtos

Faltaria espaço para mostrar todos os produtos que fizeram do filme aqui. Eles estão disponíveis na apenas Toei Shop (Japão), mas podem vir para o Brasil na época do lançamento (algumas empresas já demonstraram interesse e estão negociando). Entre os itens encontrados na coleção, você acha um artbook dourado, camisetas, cartões de diferentes coleções (mobage e Crusade, por exemplo), adesivos, pastinhas, baralho, canetas, bloco de notas e estojo para iPhone.

Depois de tantos produtos, terminamos esta lista. De fato, existem muitos pontos que não foram abordados aqui; todavia, os malditos “spoilers” foram evitados, uma vez que já é possível encontrar resenhas do filme pela internet. Acima você encontrou apenas o principal, aquilo divulgado pelos trailers e teasers, o que pode se provar suficiente para despertar o seu interesse como antigo fã da série.

Lembre-se: o lançamento brasileiro acontece no dia 11 de setembro de 2014 e, diferente de filmes de Dragon Ball, provavelmente você não vai encontrar apenas crianças nas salas do cinema, podendo cantar a abertura da série (caso mantenham a mesma) sem constrangimentos – afinal, todo mundo vai estar pagando o mesmo mico. E, não, este artigo não foi patrocinado.

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