A trajetória de Chloé Zhao é uma das mais admiradas do cinema moderno. Saindo do universo de produções independentes de baixo orçamento e com forte influência documental, logo a diretora chegou ao topo da cena de Hollywood com indicações e vitórias aos principais prêmios da indústria.
Sua forma de fazer cinema é marcada por histórias reais e personagens complexos, o que se mostrou a fórmula ideal para identificar sua personalidade e a definir como uma voz autoral reconhecida em todo o mundo. Graças à sua formação multicultural que moldou sua linguagem cinematográfica, os filmes de Zhao se tornaram extremamente importantes para o século em que vivemos.
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- Chloé Zhao saiu do cinema independente para o topo de Hollywood;
- Seu estilo mistura realismo, influência documental e personagens complexos;
- A formação multicultural moldou sua linguagem cinematográfica;
- Venceu o Oscar com Nomadland e pode repetir o feito com Hamnet;
- Deve seguir alternando entre projetos autorais e grandes produções.
Pensando em valorizar ainda mais o trabalho de Chloé Zhao, o Minha Série preparou um resumo com tudo o que você precisa saber sobre a diretora. Confira!
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A vida pessoal de Chloé Zhao
Conhecida também como Zhao Ting, a diretora nasceu em Pequim, na China, e cresceu em um ambiente ligado à arte e cultura. Sua madrasta é ninguém menos que a atriz chinesa Song DanDan, bastante reconhecida localmente, e durante a adolescência ela teve um contato intenso com a cultura pop ocidental, o que abriria seus olhos para criar produções inspiradas em diferentes culturas.
Ainda na juventude, Zhao estudou no Reino Unido e logo se mudou para Los Angeles, nos Estados Unidos, onde concluiu o ensino médio. Depois, estudou ciência política e teve diversos outros empregos antes de entrar no mundo do cinema. Tudo mudou quando ela começou a estudar produção cinematográfica em Nova York, mais precisamente na Tisch School of the Arts. Com isso, ela deu seus primeiros passos para fazer história.
Vida profissional no cinema
A carreira de Chloé Zhao começou no curta-metragem. O filme Daughter, de 2010, estreou no festival de Clermont-Ferrand e venceu prêmios importantes no circuito de curtas, como o Cinequest Film Festival e o Palm Springs International ShortFest. Desde cedo ela mostrava o interesse por personagens reais e narrativas com uma forte base social.
Cinco anos depois, nascia seu primeiro longa-metragem, Songs My Brothers Taught Me, que estreou no Festival de Sundance. Filmado na reserva indígena Pine Ridge, nos EUA, o filme de drama conta a história de irmãos que vivem na comunidade Lakota Sioux, e a produção já marcava suas principais características: convocar atores não profissionais e locações reais para uma trama mais intimista.
Mas o reconhecimento internacional veio com The Rider, de 2017, um faroeste contemporâneo sobre um jovem cowboy que, após um grave acidente, precisa redefinir sua própria identidade. O longa foi altamente elogiado pela crítica, a rendendo indicações e prêmios no circuito independente.
A sua entrada no mainstream aconteceu de fato em 2018, quando a diretora foi contratada pela Marvel Studios para dirigir Eternos, que estreou em 2021, mas as coisas não foram tão fáceis assim.
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Em entrevistas, a diretora afirmou que Eternos não era uma prioridade do estúdio da Marvel, pois era uma propriedade intelectual bastante singular e que, inicialmente, estava na lista de possíveis projetos. Além disso, o longa-metragem não foi tão bem recebido pelo público e crítica, então a parceria com Zhao acabou não seguindo em frente.
Antes disso, em 2020, Zhao cravou sua popularidade em Hollywood com o filme Nomadland, vencendo o Oscar de Melhor Diretora e Melhor Filme, além de ser premiada também pela produção do longa-metragem. Com isso, ela fez história ao ser a segunda mulher a ganhar o prêmio de direção, além de ser a primeira mulher não branca a conquistar essa categoria.
Em 2026, com Hamnet, Chloe Zhao pode repetir o feito. O filme com Paul Mescal e Jessie Buckley concorre ao Oscar em oito categorias, como Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz e Melhor Roteiro Adaptado.
O que esperar do futuro?
Para suas próximas produções, a expectativa é que a diretora continue na experimentação por meio de uma abordagem mais filosófica e sensível, também alternando entre projetos mais autorais e independentes com outros de maior escala. Tudo isso, claro, mantendo o controle criativo, sua característica mais forte.
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