MoviePass. Talvez você nunca tenha ouvido falar, mas esse serviço é bastante popular nos Estados Unidos e considerado por muitos como um “Netflix do cinema” (ou seja, você paga uma taxa mensal e ganha ingressos para assistir ao que está disponível em diversas salas do país). Durante a Campus Party 2017, Mitch Lowe, diretor-executivo da empresa, bateu um papo com a equipe do TecMundo e revelou que há planos de trazer essa oferta para o Brasil.

Durante o bate-papo, Lowe comentou que a empresa está em contato com algumas companhias que distribuem filmes para diversos países, incluindo nessa lista o Brasil. Nesse ponto, cutucamos o executivo para saber se esse é o tipo de coisa que daria certo no Brasil e ele revelou que sim, além de ressaltar que há planos de que algo do tipo esteja disponível por aqui “nos próximos dois ou três anos”.

A ocasião também serviu para que o executivo explicasse que serviço como o MoviePass e o Netflix (vale mencionar que Lowe trabalhou na empresa de streaming bem antes de ela se tornar o sucesso que é hoje em dia) são bastante populares entre os jovens, especialmente pela flexibilidade que eles apresentam.

“Esse é um serviço que funciona em qualquer lugar, e cada vez mais os jovens querem ter acesso àquilo que eles desejam sem ter que pagar muito por isso, e as assinaturas funcionam perfeitamente nesse sentido”, ressaltou o entrevistado.

Serviços como o MoviePass facilitam a vida de quem curte ir ao cinema - além de fazer com que você tenha mais dinheiro para comprar pipoca

Netflix x emissoras e TVs à cabo

Como Lowe passou um tempo pelo Netflix (algo que ele descreve “a melhor ou segunda melhor experiência profissional" que teve), sobrou um tempo para conversarmos sobre o serviço que tem se tornado cada vez mais popular entre o público – algo que, aliás, nem mesmo os executivos da empresa imaginavam que poderia acontecer.

“Costumávamos fazer algumas apostas nessa época, mas ninguém nunca apostou em números tão altos. Acho que o palpite mais alto foi de dois milhões [de usuários], e agora há 80 milhões”, comentou.

Costumávamos fazer algumas apostas nessa época, mas ninguém nunca apostou em números tão altos. Acho que o palpite mais alto foi de dois milhões [de usuários]

Também aproveitamos a ocasião para questionar o executivo do MoviePass sobre as taxas que algumas emissoras querem forçar o governo a cobrar do Netlix, algo que ao menos para ele parece não funcionar muito bem.

“Não acredito em taxas sobre itens de entretenimento, para mim é algo que só limita as ofertas e no geral acredito que isso não vai ajudar ninguém. Talvez seja apenas uma forma de o governo conseguir um pouco mais de dinheiro”, enfatizou Lowe, complementando que, como em outros lugares do mundo, isso é uma medida que visa apenas proteger as emissoras locais.

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