Caso você tenha adquirido um ingresso para uma partida da Copa do Mundo 2014, que se inicia no próximo dia 12, é preciso ficar atento ao código de conduta formulado pela FIFA. No extenso documento (disponível através deste link), é possível constatar a proibição de itens como balões, tablets, grandes quantidades de farinha, equipamentos de gravação, entre outros produtos.

Os torcedores devem ficar especialmente atentos em relação a “objetos volumosos”, que abrangem quaisquer objetos que não possam ser guardados embaixo dos assentos nos estádios. Bandeiras e cartazes, por exemplo, só podem entrar se tiverem dimensão máxima de 2 metros por 1,5 metros — contanto que sejam feitos de “material considerado pouco inflamável” (já os mastros têm que ser de plástico).

O Código de Conduta também garante à entidade o direito de proibir qualquer item adicional que possa comprometer a segurança pública ou prejudicar a reputação do evento, seus patrocinadores ou participantes. Na prática, cabe aos seguranças de cada arena decidir o que entra ou não junto aos torcedores.

Regras confusas

“O documento não tem a clareza que deveria ter”, afirmou ao G1 a advogada Claudia Almeida, do Idec. “O que a gente conclui é que a FIFA não é muito boa de fazer regulamento, porque há coisas que não fazem o menor sentido”, complementa. “Se é bom senso, não pode ser proibido. E, se eu não posso fumar, por que posso entrar com um isqueiro?”, pergunta.

Sobre a proibição de tablets, a advogada questiona a coerência da entidade máxima do futebol. “Praticamente tudo o que um tablet faz, qualquer smartphone — que não está vetado — pode fazer. Não tem muita coerência”, avalia Claudia. Consultada pelo site, a FIFA confirmou a proibição, mas não deu muitos esclarecimentos sobre o caso e disse que seu código é “claro” sobre o que pode ou não ser trazido aos estádios.

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