Em época de Copa do Mundo são comuns os bolões que tentam adivinhar o resultado de cada partida. Isso sem contar com as discussões intermináveis sobre quais seleções têm mais chances e qual se sagrará a campeã (é claro, inevitavelmente a preferência vai para o Brasil comandado por Dunga).

Mas que tal fugir do simples palpite e utilizar uma base mais científica para tentar determinar o resultado do mundial? É justamente isso que pesquisadores do Departamento de Estatística da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram, através de um novo modelo estatístico específico para a Copa 2010.

Clique aqui para acessar o site desenvolvido, em que se pode conferir todos os resultados dos jogos realizados até o momento e preencher os espaços com a pontuação das partidas não realizadas. Após esse processo basta aguardar alguns instantes para que surja uma tabela completa com a chance de cada time chegar até as fases seguintes.

O modelo estatístico utilizado é baseado em um sistema de simulação computacional que utiliza dados quantitativos e qualitativos para avaliar o caminho seguido por cada seleção participante do torneio. Como a ferramenta é dinâmica, permite atualizações constantes que alteram os resultados mostrados após a análise realizada.

Além de levar em conta o resultado de cada jogo, o modelo leva em consideração a opinião de especialistas e palpites dos torcedores sobre o placar de cada jogo junto com elementos mais objetivos, como o histórico das equipes e a posição que cada uma ocupa no ranking oficial da FIFA. É claro, quanto mais a competição progride, maiores as chances de que o resultado mostrado se concretize.

Como a base dos resultados mostrados é a ciência, não espere que o valor apresentado na tela seja exatamente aquele. Afinal, sempre  há uma margem de erro que deve ser considerada, dando margem a interpretações ambíguas e que mostram que até mesmo o quarto colocado tem chances reais de botar as mãos na taça.

O sistema não trabalha somente com a previsão do resultado geral da Copa, permitindo realizar alguns cálculos menos suscetíveis ao acaso. Exemplo disso são as chances que cada seleção tem de se classificar entre os grupos da primeira fase por pontos corridos, incluindo a probabilidade de obterem a primeira posição.

Apesar de ter sido desenvolvida com o mundial da África do Sul em mente, a ferramenta do Departamento de Estatística da UFSCar não serve exclusivamente para calcular resultados esportivos. O modelo estatístico pode ser utilizado para análise de riscos e desempenho em setores sem nenhum relacionamento, como o de atividades financeiras.

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