Faz um bom tempo que Mark Zuckerberg tornou a educação uma das maiores partes da filantropia feita pelo Facebook. Por exemplo, ele doou US$ 100 milhões para escolas em Nova Jérsei, nos EUA.

Um artigo de Casey Newton, do The Verge, explica um pouco mais sobre esse lado mais "escondido" do CEO da maior rede social do mundo. Durante o texto, algumas histórias interessantes são apresentadas, como a de uma escola na Califórnia.

A Summit Denali, por exemplo, tem uma escola pública em Sunnyvale que conseguiu aprovar 99% dos estudantes em pelo menos um programa universitário de quatro anos. O método da Summit é de deixar que os alunos aprendam no próprio ritmo, trabalhem em projetos em vez de focar apenas em leituras e recebam aconselhamento "um a um" de professores. Isso chamou a atenção de Priscilla Chan, esposa de Zuckerberg, que levou o marido para conhecer melhor o projeto.

Como contribuição, a Facebook resolveu desenvolver um software fruto de uma parceria com a Summit que, algum tempo depois, foi disponibilizado para todas as escolas públicas norte-americanas. Hoje, o programa é usado em 13 estados e 20 instituições de ensino — ele é gratuito.

Atualmente, o Facebook possui uma equipe de oito pessoal trabalhando em tempo integral no projeto com a Summit. Dessa maneira, foi produzido um compilado de programas chamado de PLP (algo como "plataforma de aprendizagem personalizada"). Ele permite que os estudantes tenham uma visão geral de todas as notas recebidas, temas que vão aprender, que consigam organizar trabalhos em um calendário, além de materiais e até testes.

Todos nós queremos achar uma maneira de criar um impacto com o que fazemos de melhor, que é desenvolver software

Uma das estudantes, Gabriela Castaneda Soto, comentou sobre a ferramenta: "Quando precisamos colaborar, podemos ajudar uns aos outros e garantir que nós todos estamos entendendo o assunto ou tema. Isso me ajudou a aprender mais do que havia aprendido em minha outra escola".

Como Newton notou, "a motivação do Facebook em trabalhar com a educação pode ser inesperada, mas parece ser sincera". "Por meio de nossas crianças, famílias e professores em nossas vidas, nós vimos que existe uma oportunidade de ajudar a incluir as nossas habilidades no futuro da educação. E todos nós queremos achar uma maneira de criar um impacto com o que fazemos de melhor, que é desenvolver software", comentou Chris Cox, gerente de produto no Facebook.

Será que veremos uma mudança nos negócios do Facebook ao longo dos anos? Mesmo que a rede social diga que não quer tirar dinheiro da educação e o assunto é "pessoal" em sua filantropia, é difícil saber os rumos que Zuckerberg vai tomar. O que você acha? Diga nos comentários.

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