O senador russo Mikhail Marchenko iniciou uma luta contra dois emojis do Facebook que podem ser acusados de fazer "propaganda homossexual" na rede social — prática considerada proibida no país.

Marchenko notou a presença de ilustrações que mostram personagens homossexuais de mãos dadas, ao lado de bandeiras com o símbolo do arco-íris ou simulando um casamento, e fez a denúncia ao órgão nacional de supervisão de comunicação, informação e mídia em geral no país, o Roskomnadzor. Só pela descrição, ele parece ser (e é) algo diretamente relacionado com censura.

De acordo com a Time, a denúncia avisa que "os emojis de orientação sexual não tradicionais são vistos por todos os usuários da rede social, uma grande parte deles menores de idade". E o político reforça: "porém, a propaganda da homossexualidade foi banida dentro da lei e sob os pilares da tradição que existe em nosso país". Os tais emojis existem desde 2014 e foram adicionados pelo Facebook em celebração ao Gay Pride Day daquele ano.

A Rússia possui leis rígidas desde 2013 contra o que o país chama de "propaganda homossexual para menores de idade". Em resposta à denúncia, o órgão de comunicação avisou que tomará "medidas de reação" para combater os tais emojis. Como bloquear o Facebook pode ser mais prejudicial para a popularidade dos políticos de lá, é possível que outro tipo de atitude seja tomado, como enviar uma notificação ao Facebook ou buscar um banimento exclusivo aos emojis na Rússia.

Vale lembrar que outras redes sociais, como o Twitter, e sistemas operacionais móveis, como o iOS, também possuem emojis que celebram diferentes orientações sexuais — e parte das autoridades russas sabe disso, mas alega que só será tomada uma nova medida se a população denunciar alguma violação.

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