Muita gente usa o Facebook para passar o tempo, conversar com os amigos, "stalkear" uma pessoa de interesse, atualizar-se das fofocas e curtir fotos e vídeos. O que poucos sabem é que a rede social, por agregar tantas possibilidades de interação e uma quantidade absurda de conteúdo pessoal, também pode ser usada em assassinatos.

Pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, reuniram em um estudo os seis tipos de assassinos que utilizam o Facebook em algum momento na hora de cometer um crime. Foram analisados 48 exemplos de homicídios ao redor do mundo que tiveram o site como "fator significante" entre 2008 e 2013.

De acordo com a pesquisadora Elizabeth Yardley, que conduziu o projeto, as vítimas conheciam o assassino na maioria dos casos e os crimes foram muito parecidos com acontecimentos anteriores, comprovando um padrão na relação com o Facebook.

Confira a classificação resultante da pesquisa:

  • Reativo: Reage (imediatamente ou não) com intensidade a um conteúdo postado na rede social e confronta a vítima pessoalmente.
  • Informativo: Avisa a terceiros que pretende matar a vítima e/ou que já cometeu o crime, passando a ideia de que controla totalmente a situação.
  • Antagonista: Começa a violência pela rede social e passa a ameaçar a vítima pessoalmente, armando-se para exibir uma vantagem em caso de luta ou resistência.
  • Fantasista: Cria histórias, pessoas ou situações irreais e usa o homicídio como forma de realçar a própria fantasia, fechando-se em um mundo da própria imaginação.
  • Predador: Usa um perfil fake para atrair a vítima, coleta dados pessoais da conta da pessoa e explora vulnerabilidades para criar confiança.
  • Impostor: Posta usando o nome de outra pessoal que seja real, mas esteja ausente ou até morta, atraindo conhecidos.

Mas qual a culpa de Mark Zuckerberg nisso tudo? Segundo a doutora, nenhuma. "Sites de redes sociais como o Facebook tornaram-se parcelas de nossa vida cotidiana e é importante notar que não há nada especificamente mau no site", afirma Yardley, resumindo que o problema está nas pessoas, não na ferramenta utilizada — a página tem tanta culpa como a arma utilizada no crime.

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