Em uma época em que as redes sociais são parte da nossa vida, servindo como base para relacionamentos, amizades ou contatos profissionais, é natural que muita gente acabe julgando as pessoas por sua foto de perfil – ainda mais no caso de se estar “stalkeando” alguém que você ainda não conhece pessoalmente. Baseados no mesmo conceito e levando esse achômetro um passo adiante, pesquisadores britânicos desenvolveram um algoritmo que diz o quão inteligente alguém é com base em sua foto de perfil.

Como nem sempre dá para afirmar com exatidão se um indivíduo é capaz de compreender seus argumentos em uma discussão acalorada na web ou se ele não vale o tempo que você levaria para digitar uma mensagem ácida, o projeto do Centro de Psicometria da Universidade de Cambridge resolveu utilizar a ciência para ajudar nesse tipo de decisão. O mais interessante é que o estudo não avalia apenas rostos, pois também leva em conta outras pistas comportamentais para dar seu veredito final – por exemplo, poses, roupas e presença de amigos na imagem.

Esqueça os estereótipos

Uma das descobertas foi que boa parte das associações mais básicas que fazemos em relação ao nível de intelecto dos outros não corresponde à realidade, seja a percepção que alguém é esperto porque usa óculos ou mais “lentinho” porque fica mais próximo da câmera na hora dos cliques. Para chegar a esse resultado, a pesquisa analisou 1.122 usuários do Facebook que haviam feito um teste de QI anteriormente, facilitando a comparação entre os dados do software e a nota desse grupo na tradicional prova de quociente de inteligência.

Com base nisso, qualquer discrepância grande entre os dois valores acabou indicando a existência de um estereótipo errôneo, daquele que pode fazer com que um profissional de RH dispense um potencial candidato durante a sondagem inicial para uma vaga. Xingjie Wei, um dos autores do estudo, aliás, espera que esse tipo de dado possa fazer com que as pessoas fiquem mais atentas à sua postura online, já que, ao que parece, não basta ser inteligente: é preciso parecer inteligente também.

Processo básico de análise do algoritmo.

Na prática, como isso funciona? De acordo com o projeto, os indivíduos mais brilhantes têm fotos em que aparecem sozinhos, em foco e sem qualquer tipo de distração no plano de fundo – uma informação que pode explicar a popularidade de avatares nesses moldes no LinkedIn. Adicionalmente, tanto o teste de QI quanto o senso comum concordam com a relevância do uso da cor verde em algum ponto da imagem de perfil e a presença reduzida – ou ausência – dos tons rosa, púrpura e vermelho na figura para indicar uma pessoa inteligente.

Sua imagem atual nas redes sociais passa nesse crivo de elementos que definem quem é mais esperto ou você vai precisar se adequar um pouco mais para parecer um gênio a desconhecidos pela internet?

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