Você é parte das milhões de pessoas que simplesmente não conseguem mais ficar sem o Facebook por perto durante uma parte sequer do dia? Não se preocupe. Segundo cientistas, seu vício pela rede de Mark Zuckerberg – ou de qualquer outra rede social, na verdade – não é sua culpa; isso, na verdade, é simples resultado da nossa evolução.

De acordo com o professor Bruce Hood, da Universidade de Bristol, tudo teve início em torno de 20 mil anos atrás, no período em que nossos cérebros começaram a encolher. Durante esse período, nós acabamos por nos tornar mais “domesticados” e sociáveis, e isso, por sua vez, nos fez grandes apreciadores de fofocas.

Com isso, o Facebook acaba por se mostrar a ferramenta perfeita para nos relacionarmos com o maior número possível de pessoas. “O fato que muitas pessoas têm uma compulsão em engajar com montes de pessoas pela mídia social não é realmente tão surpreendente”, explicou o professor. “Nossos cérebros evoluíram para sermos animais sociais”, continuou.

Mais conectado, mas mais fechado

Hood nota, no entanto, que as redes sociais vêm trazendo um efeito colateral bastante negativo para a humanidade. Isso porque, no lugar de nos ajudar a nos conectar às pessoas e expandir nossos horizontes, nossa tendência é exatamente a contrária, nos fazendo afastar por completo do que nos desagrada.

“O que é interessante é que você pode pensar que a maior exposição a diferentes visões que a mídia social traz nos faria muito mais mente-aberta. O que nós vemos na realidade é o oposto. Pessoas parecem mais suscetíveis a cair em grupos de pensamento de nicho online do que na vida real.”

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