Já há algum tempo o cenário profissional da corrida tem trabalho de forma bem próxima com empresas de tecnologia para limar microssegundos da performance dos atletas mais expoentes da categoria. Enquanto boa parte desses esforços são voltados a roupas mais aerodinâmicas e que lidam melhor com o suor ou tênis com a pisada perfeita para cada tipo de pé, engenheiros da Harvard decidiram tomar outro caminho para lidar com esse desafio: uma bermuda robótica que pode eliminar minutos – sim, minutos! – de uma maratona.

O projeto desses pesquisadores norte-americanos, na verdade, é muito maior do que isso, já que a vestimenta tecnológica deve fazer parte, futuramente, de um exosuit bem mais robusto. Isso não impede, porém, que o short seja usado para dar mais força à passada e fortalecer a musculatura da perna e da cintura do corredor. Com a ajuda mecânica, é possível, simultaneamente, adicionar força ao exercício e reduzir o gasto energético do atleta em cerca de 5,4%.

Simular ou ampliar o modo como o corpo humano funciona não é o bastante

Um ponto interessante levantado na documentação do projeto é o fato de uma série de testes e protótipos terem mostrado que, pelo menos quando o objetivo é conquistar um melhor desempenho ou eficiência, simular ou ampliar o modo como o corpo humano funciona não é o bastante. Prova disso é que, ao mudar o momento em que o impacto das passadas é aplicado ao quadril, os cientistas simplesmente dobraram a efetividade do gadget vestível.

Claro que um acessório como esses dificilmente seria aceito no meio profissional, já que se trata de uma ajuda bem mais ativa do que a dos equipamentos e roupas tradicionais. Além disso, vale ressaltar que todo o funcionamento da “exobermuda” depende de uma fonte de energia nada prática para longos passeios: um cabo elétrico. Atualmente, a iniciativa recebe apoio da DARPA e de outras empresas, o que indica que seu uso final pode ser tanto recreativo quanto no campo de batalha. E você, usaria um brinquedinho desses?

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