Não dá para escapar da situação. Mesmo com a evolução dos meios digitais, imprimir documentos ainda é indispensável no dia a dia. Seja para apresentações no ambiente de trabalho ou para projetos universitários, todos têm que recorrer ao suporte físico uma hora ou outra.

Por isso, muitos investem na compra de uma impressora, aparelho disponível com preços cada vez menores. A surpresa está nos gastos com cartuchos, que em poucos meses superam facilmente a quantidade de dinheiro investida no dispositivo. Por isso, não é de se espantar que muita gente recorra a papelarias e Lan houses na hora de imprimir documentos.

Neste artigo, o Baixaki faz uma análise completa dos pontos positivos e negativos de imprimir documentos em casa ou na rua. Também disponibilizamos o download de uma tabela, através da qual você pode descobrir facilmente o custo por folha em impressões realizadas em casa. Confira tudo isso abaixo, e não deixe de postar sua opinião em nossa seção de comentários.

Rendimentos em páginas

O primeiro passo para descobrir se vale a pena investir na compra de uma impressora é entender o conceito de rendimentos em páginas. Em resumo, esse termo significa o número de páginas que se pode imprimir utilizando somente um cartucho. Quanto maior o rendimento do equipamento, menor o custo por página.

Para calcular esse fator, deve-se levar em conta uma série de variantes. Aí entram o tipo de cartucho utilizado, tipo de papel utilizado e qualidade de impressão. Números que variam conforme a fabricante e até mesmo entre modelos, em teoria, bastantes semelhantes pertencentes à mesma empresa.

Em geral, fabricantes de cartuchos de impressão costumam informar na embalagem do produto o rendimento por páginas de cada um. Porém, as condições de teste nem sempre correspondem à realidade, devido principalmente às variantes citadas acima.

Norma ISO

Embora não haja uma padronização que exija que as fabricantes utilizem os mesmos critérios para determinar o rendimento de cartuchos, as mais conhecidas costumam utilizar a norma ISO (publicadas pela Organização Internacional para Padronização) como base de cálculo. Este método costuma ser o mais confiável para o consumidor final, já que trabalha de forma objetiva na análise de qualquer tipo de impressora.

A Organização Internacional para Padronização estabeleceu dois métodos padrão para os testes, o ISO / IEC 24711 e ISO / IEC 19752. Em ambos, os cartuchos são testados conforme a configuração padrão em papel comum, imprimindo documentos de teste de forma quase contínua, com intervalos ocasionais para adicionar mais papel. O trabalho para quando o cartucho chega ao fim, indicado por um sinal de que a tinta ou toner foram esgotadas.

Para evitar erros, o processo é realizado três vezes em três impressoras diferentes (ou seja, o cartucho é testado nove vezes ao todo). O rendimento médio se dá pela soma e divisão dos resultados obtidos, resultando no valor impresso nas embalagens. Todos os testes são realizados em condições semelhantes a de escritórios e residências, deixando-os o mais próximo possível do usuário final.

Faça você mesmo o teste

Agora que você já sabe como é feito o processo para medir o rendimento de um cartucho de tinta, chegou a hora de fazer por si próprio o teste com a impressora de sua casa ou escritório. Para isso, o Baixaki preparou uma tabela interativa na qual basta inserir os dados sobre sua impressora e o tipo de papel utilizado – o resultado sai de forma automática.

Feita com o formato Office em mente, a tabela pode ser usada sem problemas em aplicativos como o Microsoft Office, BrOffice ou até mesmo recursos online como o Google Docs. Vale notar que os resultados servem somente como uma base de cálculo, visto que fatores como a qualidade de impressão, estado da manutenção da impressora e o tipo de papel utilizado influencia muito no resultado final.

Leia antes de prosseguir!

Antes de começar o uso da tabela, é preciso descobrir o rendimento do cartucho utilizado. Para isso, o método mais fácil é conferir a embalagem do produto. Em caso de dúvidas, uma busca rápida por sites de pesquisa revela diversos endereços dedicados a fornecer este tipo de informação.

Porém, a alternativa mais fácil é recorrer às fabricantes: empresas como a HP, Lexmark, Epson e Samsung mantém em seus sites oficiais informações sobre os cartuchos compatíveis com suas impressoras. Assim, quem trabalha com cartuchos originais consegue ter acesso rápido às informações de que precisa.

Fonte da imagem: Samsung

Como exemplo, usamos os valores correspondentes à impressora CLX-3160FN da Samsung. Porém, vale lembrar que a tabela pode ser utilizada para equipamentos de quaisquer fabricantes, ficando a cargo do usuário decidir o melhor modelo.

A tabela

Ao abrir a tabela disponibilizada pelo Baixaki, você vai notar a presença de alguns campos que não podem ser editados. Isso foi feito para facilitar o processo e impedir alterações na base de cálculo utilizada.

Hora de calcular os custos

O funcionamento da tabela é bem simples, basta inserir o valor pago pelo cartucho utilizado e o rendimento total que ele possui. Em máquinas que utilizam mais de um cartucho (normalmente um correspondente a cada cor), é necessário inserir o valor individual de cada um. Confira abaixo um exemplo:

Após inserir o valor dos cartuchos, digite o custo relativo ao tipo de papel utilizado. Porém, em vez do rendimento, coloque o número de folhas disponível no pacote comprado. Embora os campos sejam correspondentes ao papel A4 e dois modelos de papéis fotográficos, pode-se inserir o valor cobrado por qualquer tipo que se deseje.

Ao terminar de inserir os valores correspondentes aos custos dos cartuchos e folhas de papel, surge automaticamente na parte inferior da tela o quanto se gasta aproximadamente em cada impressão realizada:

Antes de usar os resultados obtidos como base, é preciso muito cuidado. Em impressões coloridas, por exemplo, os cartuchos são usados de forma desigual, o que diminui ligeiramente o custo quando comparado ao valor computado pela tabela. Além disso, a qualidade de impressão pode aumentar ou diminuir o preço final. Assim, os valores obtidos não devem ser utilizados como totalmente certos, e sim como uma aproximação.

Afinal, o que vale mais à pena?

Levando em conta os dados obtidos nos testes realizados durante a produção deste artigo, fica claro que, em grandes quantidades, compensa mais imprimir trabalhos em casa. Porém, devido às imprecisões características dos métodos utilizados, nem sempre isso vai ser verdade.

Dependendo da quantidade de papel comprada e do valor do cartucho utilizado, o resultado final pode ser completamente diferente. Isso sem contar com as próprias necessidades do usuário: afinal, para alguém que só imprime documentos em intervalos bastante espaçados, não faz sentido investir na compra de uma impressora, já que a diferença no dinheiro gasto tem pouco impacto ao decorrer dos anos.

A decisão final fica a cargo de cada pessoa. Você prefere a comodidade de imprimir documentos somente quando necessário e pagar um pouco mais ou prefere um investimento inicial maior, que será compensado em longo prazo? Não deixe de levar em consideração que alguns serviços podem cobrar mais, mas isso pode significar uma melhor qualidade de impressão.

Em geral, a impressão em casa supera àquela feita em outros locais quando o quesito é preço e comodidade. Afinal, não é sempre que se tem uma Lan house à disposição, e poder imprimir um documento às quatro horas da manhã não é algo muito fácil de conseguir em um local público.

Porém, isso implica em um investimento inicial grande, que inclui a compra da impressora, cartuchos de tinta e folhas. Ou seja, é algo que compensa mais para quem imprime documentos constantemente, sem trazer tantos benefícios para aqueles que dependem disso em intervalos mais espaçados. Portanto, a decisão final fica a cargo das necessidades de cada usuário, pois nem sempre vai compensar investir em equipamentos caseiros, por mais que o preço unitário de impressão seja mais elevado em outros locais.

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