“StarCraft é o avô dos eSports”. Essa foi a fala que marcou a abertura da WCS Copa Intercontinental de StarCraft II: Legacy of the Void na Cidade do México, na última semana. Steve Huot, diretor do game na América Latina, lembrou do passado marcante do jogo para homenagear um dos primeiros campeonatos presenciais da franquia no continente latino-americano.

Embora ousada, a declaração tem um pé de verdade. StarCraft foi um dos primeiros games que, em meados de 1998, já incentivava um cenário profissional que hoje nós vemos com tanto sucesso em League of Legends e Counter-Strike: Global Offensive. Um cenário muito a frente do seu tempo, embora estivesse concentrado em uma só região do globo: a Coréia do Sul.

Não é à toa que, em toda a matéria completa de eSports do TecMundo Games, nós separamos uma seção especial somente para tratar de como o game foi recebido na Coréia do Sul. Quando as primeiras competições de Quake e Counter-Strike apareciam pelo mundo, os sul-coreanos já organizavam suas próprias ligas profissionais com transmissão ao vivo pela televisão.

Jogar StarCraft se tornou uma profissão séria a ponto do próprio governo sul-coreano abrir um órgão responsável por fiscalizar o cenário competitivo dos videogames, a KeSPA. Dez anos antes das competições profissionais de League of Legends profissionalizarem os gamers no ocidente, o título da Blizzard já incentivava um conceito inédito na nova geração de jovens e adolescentes.

E, por muito tempo, StarCraft foi o jogo perfeito para os sul-coreanos. Equilibrado, o cenário profissional por lá sempre achava um jeito de surpreender e trazer novas lendas para as arenas. Com estratégias minuciosas, cada raça traçava novas estratégias para quebrar táticas que reinavam entre os adversários. Quanto mais desafiador, mais saboroso era o jogo aos olhos dos profissionais.

Quanto mais desafiador, mais saboroso era o jogo aos olhos dos profissionais.

O tempo passou e hoje temos brasileiros, europeus, mexicanos, chineses e norte-americanos disputando os torneios de games com condições de treinos se aproximando cada vez mais dos sul-coreanos. Ainda há muito para melhorarmos, mas não é à toa que a Blizzard olha para o passado para se orgulhar do presente: afinal, nenhuma partida de StarCraft é vencida sem o bom e velho desafio imposto pelos asiáticos.

O Match Point é um espaço no TecMundo e no TecMundo Games dedicado para discutir o eSport e os games competitivos toda sexta-feira, trazendo também estratégias, curiosidades, campeonatos e jogadas inesquecíveis dos mais diversos títulos. O colunista Maximilian Rox acompanha o cenário há mais de oito anos como jogador, redator, manager e entusiasta por toda essa trajetória. O TecMundo Games viajou para a WCS Copa Intercontinental a convite da Blizzard.

Replay da semana

A recomendação do Match Point dessa semana fica por conta da vitória do brasileiro Diego "Kelazhur" Schwimer sob o mexicano Juan Carlos "MajOr" Tena Lopez na classificatória da América Latina da WCS Copa Intercontinental.

MajOr é o responsável por levar grande parte dos títulos de StarCraft 2 na América Latina nos últimos meses. Mesmo com esse histórico, o brasileiro conseguiu superar ele em duas séries na semana passada e se classificar para o torneio internacional.

Na fase seguinte, infelizmente, ele não conseguiu passar do chinês Huang "Cyan" Min na primeira disputa. Mas ficam as palavras do próprio jogador para o TecMundo Games durante o evento: “eu realmente não esperava vencer o MajOr, fico feliz já por ter me classificado”. Bons jogos, Kelazhur!

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