A dupla de engenheiros Dhananja Jayalath e Christopher Wiebe tinha um problema com atividades físicas — e não era a falta de prática de esportes. Os dois são fanáticos por números, mas não conseguiam definir exatamente o quanto de trabalho era feito em um dia na academia, se o corpo havia trabalhado em excesso ou se as pernas aguentavam mais uma série de levantamento de peso.

O resultado desses dois acadêmicos de Engenharia Elétrica é o projeto Athos, uma roupa de academia especial carregada de sensores que analisa a atividade das fibras dos músculos do atleta e indica exatamente quanto o seu corpo trabalhou durante o esforço físico. A ideia agradou e, nesta terça-feira (12), a dupla anunciou que um financiamento de US$ 12,2 milhões foi realizado para que a fabricação saia do papel em escala comercial.

A tecnologia por trás da roupa é a eletromiografia (EMG), um monitoramento bastante usado na medicina que detecta, mede e grava sinais elétricos emitidos pela contração de fibras musculares. Cada movimento muscular, o batimento cardíaco e a respiração são analisados individualmente e em conjunto, transformando dados antes difíceis de serem medidos e traduzidos em significados concretos.

A pré-compra já pode ser feita no site da Athos por R$ 904 (inclui camiseta, bermuda e um núcleo que, via Bluetooth, conecta toda a operação com o seu gadget).

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