(Fonte da imagem: Reprodução/Huffington Post)

A NASCAR (National Association for Stock Car Auto Racing) é a associação responsável por três divisões de corridas nos Estados Unidos. Sua principal categoria é a Sprint Cup Series, com carros de motor V8.

Nos últimos anos, a categoria perdeu popularidade, e uma renovação completa foi necessária para retomar o prestígio e conquistar novos fãs. Como parte desta estratégia, a NASCAR anunciou a sua sexta geração de carros, a Gen-6. Além disso, novas tecnologias de inspeção de carros e pista antes da corrida, bem como do monitoramento do veículo durante a disputa, foram implementadas.

Na NASCAR, a competição começa muito antes da corrida em si, com o desenvolvimento de equipamentos e dos novos carros, fazendo com que engenheiros e pilotos sejam ambos fundamentais para o esporte. Vamos conferir então as novas tecnologias na parte mecânica desta combinação.

Gen-6

A quinta geração de carros da Sprint Cup Series chegou às pistas em 2007. Desde então, nenhuma grande renovação nesse aspecto foi apresentada até o anúncio do Gen-6. Os novos carros têm novidades por dentro e por fora, com a missão de renovar a competição.

O primeiro ponto é o novo material do automóvel, feito de fibra de carbono. Isso traz uma estrutura mais robusta e segura para os pilotos. O carro também tem uma nova aerodinâmica, com um downforce na parte traseira que o deixa muito mais estável.

(Fonte da imagem: Reprodução/Huffington Post)

Visualmente, também temos nova pintura e maior ênfase ao nome do piloto em cada carro, facilitando o reconhecimento de cada esportista para os expectadores, além de novos formatos de veículo para cada equipe.

Horas e horas de testes e planejamentos

Até encontrar o parâmetro ideal para seus carros, os engenheiros da NASCAR passaram muito tempo realizando testes em pistas especiais para chegar ao conjunto aerodinâmico preciso que desejavam. O novo carro está mais leve e rápido, o que tem se mostrado nas pistas, com recordes de tempo e velocidade sendo quebrados na nova temporada.

Por outro lado, os pilotos ainda parecem estar se adaptando ao novo veículo. Carl Edwards, vice-campeão da Sprint Cup do ano passado, não se mostrou nada satisfeito com a nova aerodinâmica: “Se pudesse acenar minha varinha mágica, teríamos carros sem pressão aerodinâmica e com metade da aderência presente hoje em dia e aí teríamos carros [...] lutando por posições na pista e fazendo ajustes de mola durante pitstops e tal. A Nascar quer o mesmo, mas não conseguiu acertar os parâmetros para obter isso num carro de corrida”. 

Carl Edwards (Fonte da imagem: John Raoux/AP Photo)

Máquinas iguais, pilotos diferentes

Outro objetivo atingido pelos mecânicos foi a igualdade entre as máquinas, fazendo com que o desempenho do piloto se destaque ainda mais. Carros igualmente potentes só podem superar uns aos outros se quem está por trás do volante mostrar que realmente sabe o que está fazendo. Prova disso é que nas primeiras 19 corridas do ano Jimmie Johnson ganhou quatro vezes, mas 11 pilotos ganharam pelo menos uma corrida das outras 15.

O chassi de cada carro é construído pelas equipes e precisa seguir um padrão determinado pela NASCAR. Antes de ser construído efetivamente, com carcaça sobre o motor, a Associação precisa supervisionar e aprovar cada chassi, utilizando um sistema eletrônico para assegurar que cada item está correto e geometricamente adaptado.

A NASCAR sabe que existem times com diferentes poderes econômicos para investir em cada chassi, mas suas novas tecnologias estão sendo utilizadas para diminuir ao máximo a diferença entre os carros e possíveis trapaças na hora de montar cada um deles.

(Fonte da imagem: Reprodução/Huffington Post)

Nova injeção eletrônica de combustível

Outra novidade presente no Gen-6 é a injeção eletrônica de combustível controlada por um software da NASCAR. O sistema determina, entre outros fatores, a taxa de injeção, e pode ser finalizado caso a equipe tente modificar qualquer uma de suas características.

Testar cada carro ao final das corridas é quase impossível, mas o do ganhador e mais um veículo sorteado são levados pelos engenheiros para avaliação completa, se certificando de que a equipe e o piloto cumpriram todas as regras estabelecidas pela competição. Caso alguma irregularidade seja encontrada, como algum item fora do padrão determinado, penalidades são aplicadas.

Scanner completo

Se os testes depois das corridas são difíceis, antes de entrar na pista cada carro precisa passar por um scanner que vai conferir diversos aspectos das máquinas. O sistema pode mostrar pequenas falhas, dando aos mecânicos das equipes uma última chance de correção.

Scanner antes da corrida. (Fonte da imagem: Reprodução/CNET)

Durante a corrida, sensores em cada carro podem enviar informações para os engenheiros. Isso é feito há mais de 20 anos, mas a última versão deste sistema é muito mais precisa e segura, podendo ser interrompida em caso de suspensão temporária da corrida e retomada sem problemas depois. Agora, a NASCAR está testando estatísticas em tempo real. Esta tecnologia ainda está em fase Beta, sem chegar às equipes e à imprensa por enquanto.

Se todo este trabalho está resultando em mais público e audiência, ainda é difícil dizer. A Sprint Cup só perde para a NFL (Liga Nacional de Futebol Americano) em termos de popularidade na TV, mas a presença do público nos eventos ainda deixa a desejar. 

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