Segundo noticiou o jornal norte-americano The Intercept, a agência de espionagem dos EUA, a NSA, criou e tem usado um programa chamado “Skynet”, em referência à inteligência artificial de mesmo nome que dominou o planeta e mata seres humanos indiscriminadamente no mundo ficcional dos filmes da franquia  O Exterminador do Futuro.

Apesar de não ser de fato uma inteligência artificial, a Skynet da NSA pode ser encarada com temor semelhante ao da sua homônima da ficção. O programa é uma ferramenta que analisa metadados de milhões de pessoas e determina quais delas são terroristas em potencial.

Se a Skynet da vida real identifica alguém limpando dados de um chip SIM com certa frequência, ou apenas recebendo chamadas curtas com sem nunca realizar ligações, a vigilância sobre ela aumenta. Se mais pontos suspeitos forem detectados, os indivíduos espionados podem ser levados para interrogatório.

Relatório da Skynet sobre jornalista do Qatar

Contudo, a Skynet norte-americana está longe de ser eficiente. O último grande erro do programa foi identificar o conhecido jornalista da TV Al Jazeera, Ahmad Muaffaq Zaidan, como integrante da organização terrorista Al Qaeda. Ele firmemente nega a acusação, que a própria NSA já descreditou.

O problema de a Skynet cometer erros grosseiros como esse não é simplesmente levantar dúvidas sobre a índole de pessoas inocentes. Um antigo diretor da NSA, Michel Hayden, já admitiu que a agência mata pessoas baseando suas escolhas apenas em processamento de metadados, como os feitos pela Skynet.

Contudo, o funcionamento de sistemas como esses podem estar com os dias contados nos EUA. Uma decisão judicial tomada ontem considerou ilegal a coleta de metadados em grande escala. Com isso, a agência terá que encontrar novas formas de definir alvos através da Skynet para destruir com seus drones teleguiados.

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