A poeira já baixou um pouco no caso de Edward Snowden, o ex-funcionário da National Security Agency (NSA) que denunciou um esquema de espionagem e monitoramento de redes feito pelos Estados Unidos e vazou documentos que comprovavam tais operações. Ainda assim, ele ainda é um homem procurado por lá — e o Brasil pode ser um dos próximos destinos do rapaz.

Em entrevista neste domingo (1°) ao programa Fantástico, da Rede Globo, Snowden contou que o asilo russo termina em agosto — e que, se o Brasil oferecer abrigo político, ele ficaria "feliz em aceitar". Ofertas formais já foram feitas a várias nações, mas todas voluntárias, sem a troca por documentos secretos, por exemplo. Por motivos de segurança, a conversa aconteceu no hotel em que a repórter estava hospedada, em Moscou.

Vale lembrar que uma proposta de asilo ao sujeito já teria sido feita no ano passado. E o Brasil ainda não está livre dessa história: documentos envolvendo o país e outras nações parceiras ainda estariam na lista de documentos a serem descobertos ou revelados. Essa foi uma das primeiras entrevistas do rapaz desde a revelação dos documentos. De acordo com ele, a ideia era deixar o espaço na mídia apenas para as revelações, não para o responsável por vazá-las.

Morando em um local não divulgado da capital russa e sem contar muito da rotina e da forma como anda vestido por lá, Snowden ainda negou que era um "funcionário de baixo escalão" da NSA. Segundo ele, o cargo era alto na área de tecnologia e segurança digital. O rapaz tinha experiência com programação e computadores desde a adolescência, quando era fã da área.

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