Nesta semana, a Apple anunciou um aumento que você sempre quis ver — mas que gostaria de ter no seu salário, não nos produtos disponíveis no mercado. Indo muito além do que era esperado por causa do aumento do dólar, a empresa norte-americana elevou o valor de seus produtos em até 150% — fazendo com que o trackpad da marca chegasse aos R$ 999.

E você pode estar pensando: “Eita! É um aumento gigantesco, mesmo!”. E tem razão ao fazer isso.  Mas, se você acha que os novos valores já estão ruins para os produtos da Apple, imagine se a inflação do Brasil fosse influenciada diretamente pelos acessórios de Cupertino. Seus olhos já começaram a encher de água? Pois prepare o lenço e veja o que está por vir neste cenário applecalítpico.

A dor do supermercado

“Sr. Wilson acordou às 9h, como faz todo sábado. Escovou os dentes, lavou o rosto e colocou uma roupa confortável. Entrou em seu carro, dirigiu até o supermercado a que está  habituado a ir e estacionou o veículo na vaga de sempre. Ele fez tudo como faz todas as semanas. Mas hoje o Sr. Wilson não quis acreditar que estava acordado. Ele coçava os olhos e torcia para sair do pesadelo!”

Foi assim que os jornais noticiaram a última vez em que o Sr. Wilson foi visto com alegria nos olhos. Depois que o decreto do presidente Tim Cook foi baixado, ninguém mais conseguiu ir ao supermercado e voltar com as mesmas emoções. E que decreto é esse (pergunta-se o leitor)? Trata-se do novo Decreto Presidencial de Diretrizes Inflacionárias — que obriga todos os produtos do país a serem corrigidos com a inflação do Macbook Pro.

Isso significa que em 12 horas todos os produtos de todas as prateleiras de todos os corredores de todos os supermercados de todas as redes de supermercados de todas as cidades de todos os estados de todas as regiões de todos os Brasis tiveram seus preços aumentados.

Combustíveis a preço de banana

(Mas bananas feitas de ouro e cravejadas com diamantes)... Se você acha que os 64% de inflação mostrados anteriormente são ruins, talvez você se anime ao ver qual é a margem inflacionária dos combustíveis. Tim Cook decidiu que a taxa usada para a correção nos postos de gasolina é a do Macbook Air — de acordo com ele, isso foi uma instrução de sua numeróloga.

Em resumo: os combustíveis de todo o país serão corrigidos com a margem de 50%. O valor vai afetar todo e qualquer usuário de qualquer tipo de transporte que exista no Brasil. Se você está pensando em tirar a bicicleta da garagem, esperamos que você não tenha que calibrar os pneus. A presidência decidiu que a utilização das bombas de ar dos postos terá que pagar royalties para o Macbook Air.

E o aluguel?

Os aluguéis também vão ser afetados pela nova inflação da Apple. De acordo com o Ministério das Casas e Lugares para Morar (MCLM), os valores vão ser influenciados diretamente pelos aparelhos diretamente relacionados a eles. Por exemplo: os aluguéis de endereços residenciais serão modificados com base no preço do iMac (35%) e os comerciais com base no Mac Pro (38%).

“Ai, TecMundo... Mas esses valores vão ser aplicados a todo e qualquer tipo de consumidor?” Felizmente a resposta é “Não”. A empresa que cuida do novo governo nacional anunciou seu novo ministro Jony Ive e ele revelou que designers terão isenção na inflação de moradia — “desde que não usem Android”, afirma o governista.

Existe isenção?

Siiiiiim... Como já dissemos, os designers aprovados pelo Comitê Nacional de Designers Jony Ive (CNDJI) terão descontos em todos os seus itens comprados — necessário apenas apresentar a carteirinha do sindicato no momento da compra. Além deles, DJs que tocarem música eletrônica e deixarem a Maçã brilhante em exibição também vão ganhar descontos em impostos e produtos.

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Atenção: este artigo faz parte do quadro "Erro 404", publicado de vez em quando no TecMundo com o objetivo de trazer um texto divertido aos leitores do site. Algumas das informações — inclusive essa — publicadas aqui são fictícias, ou seja, não correspondem à realidade.

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