Você pode não saber, mas os comentários da internet também possuem alma. Não estamos falando dos comentaristas, mas realmente dos próprios comentários que são colocados em fóruns, sites, redes sociais, serviços de streaming e portas de banheiro. Pelo menos é isso o que afirmam estudos seríssimos de alguns dos maiores neoparapsicólogos digitais que a Terra já conheceu.

Eles foram muito além dessa simples afirmação: descobriram que depois que são preferidos, os comentários e suas almas são levados para o inferno ou para o paraíso, de acordo com suas próprias ações. Se forem bons: sobem em direção ao céu. Se forem maus: pegam o elevador direto para baixo. E lá existem oito andares diferentes...

Confira agora mesmo quais são os andares — ou círculos infernais — em que vão parar os comentários. Será que existe algo que saiu dos seus dados e que está em alguns dos círculos vistos aqui?

1. Círculo dos sabe-tudo

“Ter conhecimento é algo incrível, mas usá-lo para humilhar os outros é uma tática que deve ser combatida”. Foi com essa frase que Sir Luke Skywalker ganhou o prêmio Yoda da Paz alguns anos atrás. E ele tinha razão ao falar sobre o assunto, mas ainda não imaginava que desrespeitar essa premissa poderia gerar a condenação dos comentários.

Comentários de “sabe-tudo” vão direto para o primeiro círculo. Junto com eles estão os textos de quem não responde argumentos quando são refutados e também os de quem decide ignorar conteúdos para apenas falar sobre uma vírgula no lugar, errado.

2. Os Insatisfeitos

Sabe aquele post que um amigo seu fez no Facebook e que todos os outros amigos adoraram? Aquele mesmo que gerou o maior burburinho na rede social e que ajudou todo mundo a se divertir enquanto assistiam a um vídeo ou viam uma tirinha muito engraçada? Pois é... Estamos falando daquele que você tinha visto vinte minutos antes e decidiu comentar “OLD”, “Fake” ou “Já vi melhor!”. Pois esse comentário está no segundo círculo.

3. Os otimistas demais

Pode parece que esse tipo de comentário não incomoda ninguém, mas a grande verdade é que até mesmo o otimismo pode irritar na internet. Se alguém acabou de sofrer um acidente enquanto varria a casa, caiu e arrancou o “tampo do dedão” e decidiu contar no Twitter, não comente “há males que vêm para o bem”, ou seu comentário estará condenado para sempre.

4. TLDR

Por causar angústia, semipiripaques e raiva total em 85% das pessoas que frequentam as redes sociais, os comentários “TLDR” possuem um nível infernal só para eles.

5. Sem contexto

Imagine o coração de um adolescente de 13 anos. O jovem acabou de postar uma foto no Instagram depois de selecionar por horas uma que fosse legal e aplicar 12 filtros diferentes. Este mesmo jovem percebe que “@Bialindaemaravilhosa” acaba de deixar um comentário na postagem. O coração dele bate forte, mais forte, mais forte ainda e ele vai verificar se é um elogio.

É um “TROCO LIKES”... E o “TROCO LIKES” vai direto para o quinto círculo.

6. Frases de Fanboys

Há duas divisões neste círculo infernal: a primeira delas é a dos comentários da velha geração de fanboys, que são parecidos com "diz que é fã do Metallica, mas nunca ouviu o B-side do álbum secreto lançado no Japão em 84". O segundo é dos comentários mais recentes: "Apple lixo! Samsung lixo! Sony lixo! Viva o Startac".

7. Trolls

Quem fica estimulando brigas e xinga tudo e todos na internet não passaria impune pelos círculos do inferno digital. Pois é... Os comentários que são típicas “trolladas do mal” ganham passaporte direto para o sétimo nível da escala que ninguém quer conhecer de perto.

8. Os vis

O pior de todos os círculos do inferno é também um dos mais difíceis de se escapar. No oitavo andar estão os comentários vis, preconceituosos e com ofensas que ultrapassam os limites das leis. Qualquer comentário que possa levar uma pessoa à prisão está neste nível. Esperamos que nenhum dos seus esteja aqui.

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Atenção: este artigo faz parte do quadro "Erro 404", publicado de vez em quando no TecMundo com o objetivo de trazer um texto divertido aos leitores do site. Algumas das informações — inclusive essa — publicadas aqui são fictícias, ou seja, não correspondem à realidade.

Ilustrações por: Aline Sentone

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