Há 97% de chances de você já saber o que são as tribos urbanas — este dado não foi inventado, mas extraído de um grande centro de pesquisas que não pode ser mencionado por questões contratuais. Pois caso você não saiba e esteja nos 3% restantes, aqui vai uma definição muito simples e que pode ser encontrado na quinta edição de bolso do Código Civil brasileiro:

“Tribo Urbana: grupos não-indígenas ou indígenas separados por vestimentas ou hábitos, mas não por credo ou condição de nascença. Podem ser consideradas tribos urbanas todas as aglomerações em que existam pelo menos oito pessoas com três interesses em comum, desde que nenhuma delas se chame ‘Afonso’!”. Tentamos entrar em contato com a Justiça Intergaláctica para saber qual o problema com os Afonsos, mas não obtivemos resposta.

Você certamente faz parte de alguma tribo urbana ou conhece alguém que faça — geralmente todo mundo faz, mas só percebe a dos outros. Mas quais seriam as tribos urbanas em que os maiores heróis dos games poderiam se encaixar se vivessem no nosso mundo? “NA MINHA POR FAVOR NA MINHA” imploram os jovens leitores, mas precisamos ir muito além disso.

Blanka: o herói do Metal Nacional

Você pode até achar que Angra é a melhor banda de Metal que o Brasil já teve ou então pode ser um fã incondicional de Sepultura... Blanka vai discordar de você. Isso porque é o único brasileiro a ter visto todos os shows do Krisiun — tendo inclusive ajudado o baterista a ser tão veloz, graças ao seu choque poderoso. Pelo menos é isso o que ele diz quando alguém pergunta sobre sua banda favorita.

A grande verdade é que o nosso herói brasileiro é um verdadeiro metaleiro (ou headbanger, caso prefira). Ele gosta de bandas desconhecidas e reclama dos fãs de Testament que não conhecem a faixa-bônus exclusiva do Japão que existe na versão especial do último disco deles. Mas não precisa ter medo, pois apesar de ele se fazer de bravo nas redes sociais, todos sabem que ela é um “thrashero de boa”!

Link: o hipster

Link é um hipster e como todo hipster ele odeia ser chamado de hipster. Em uma entrevista para revista BiBiBi, uma jornalista perguntou “Como é ser hipster?” e ele respondeu: “Escuta! Eu não sou hipster! Não é porque eu costuro minhas roupas com nylon da Malásia ou porque eu ouço indie-eletro-punk-techno-brega-forró-rock-metal-core da Nova Zelândia que eu sou hipster! Tá todo mundo ouvindo isso nas festas de NuYor*”.

*NuYor = Nova York em hipsterizês.

Mario Bros e Mariano

Ele foi tricampeão mundial de rodeio em Yoshi Mecânico e ficou milionário, mas depois de ser preso com cogumelos ilegais, perdeu boa parte do dinheiro que tinha guardado — a outra metade ele perdeu para o empresário. Abandonado pela Princesa, Mario Bros decidiu se juntar com um amigo para formar uma dupla sertaneja e começou a arrasar nas pistas de dança de todo o país.

Ele conseguiu encaixar 10 hits nas paradas de sucesso de todo o Brasil, até que decidiu se aposentar e se tornou fazendeiro perto de Sorocaba. Um dos seus maiores sucessos você confere logo abaixo:

“O Bowser eu não sou vagabundo!
Eu não sou delinquente! Sou um cara carente!
Invadi seu castelo! Pra salvar ela!
O Bowser seja meu amigo!
Me bata! Me prenda! Até sequestre o Luigi!
Mas não me deixe! Ficar sem ela!”

Sonic is a Punk    

“Ele é veloz! Sonic Ouriço!” É isso que todos pensam quando veem o herói da SEGA passar correndo a qualquer momento. Nos últimos 90 anos, todos imaginavam que o personagem era um porco-espinho, mas a grande verdade é que ele é hamster! “COMO ASSIM, TECMUNDO? VOCÊS ESTÃO A PROFERIR PALAVRAS INVEROSSÍVEIS!” pensam os mais jovens! Mas nós podemos provar.

Sonic era um jovem hamster passeando pelo mundo. Se sentindo sozinho, decidiu ir para a festa punk para ouvir o som dos seus amigos Ramones. Foi lá que conheceu Mark, Diddy, Ray, Rick, Bety, Piper, Claudia e Abacate — ninguém que você conheça —, que convenceram o jovem Sonic a fazer parte do grupo. Para se enturmar, o pequeno hamster pintou os cabelos de azul e armou um belo moicano. True Story!

Kratos Pagodinho

Nós poderíamos inventar uma história de cinco parágrafos para contar a epopeia que envolveu Kratos na busca pelas melhores madeiras do Olimpo para que o seu cavaquinho ficasse com as notas mais encorpadas. Poderíamos também falar sobre as difíceis missões enfrentadas na hora de construir as cordas, os pandeiros e os atabaques... Mas a grande verdade é que a gente só queria poder dizer: “Pagod of War!”. Obrigado!

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Atenção: este artigo faz parte do quadro "Erro 404", publicado de vez em quando no TecMundo com o objetivo de trazer um texto divertido aos leitores do site. Algumas das informações — inclusive essa — publicadas aqui são fictícias, ou seja, não correspondem à realidade.

Ilustrações por: André Tachibana

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