Nesta semana, o TecMundo teve a oportunidade de entrevistar, com exclusividade, um viajante que veio do futuro! Como seria natural nesse tipo de ocasião, nossa redação teve muita curiosidade e o encheu de perguntas sobre os mais variados assuntos. Porém, ele disse que não poderia falar por muito tempo, tampouco revelar muitos detalhes sobre o futuro.

Ele também não revelou o seu nome, preferindo que o chamássemos apenas de “Manolo”. No entanto, apesar de não poder detalhar muitos aspectos do que ainda está por vir, ele nos contou sobre como as viagens no tempo funcionam na época em que veio. E pasmem: os métodos utilizados pelos viajantes são bem esquisitos e nada convencionais. Confira, primeiramente, um relato de Manolo sobre o futuro:

Relatos de um viajante do tempo:

“O ano é 2089... Mas isso já não tem mais importância. As viagens no tempo se tornaram uma atividade corriqueira e podemos estar em qualquer período do passado que desejarmos. As idas e vindas para outras épocas acabaram virando passatempo para alguns e muitos se perderam no meio do caminho.”

“Um dos principais motivos para isso são os métodos para se viajar para o passado. No período em que vivemos, o DeLorean já foi aposentado há muitas décadas e deu lugar a métodos nada convencionais para visitarmos épocas antigas. Nada de máquinas do tempo gigantescas, voltas no sentido anti-horário ao redor da terra ou leitura de diários antigos. O que existem agora são técnicas realmente estranhas e que permitem às pessoas visitar o passado.”

Depois dessa descrição assustadora do futuro, Manolo discorreu sobre os métodos utilizados para se viajar ao passado. Confira, a seguir, as principais formas utilizadas para se visitar os tempos antigos:

Pão com manteiga amarrado em um gato

Você já reparou que o gato, quando em queda livre, sempre cai em pé? E o pão com manteiga, quando derrubado, sempre aterrissa com a parte cremosa para baixo? Esses são fatos, não há discussão quanto à ocorrência deles. Eles sempre ocorrem. Porém, o que você acha que aconteceria se amarrássemos um pão com a manteiga virada para cima nas costas de um gato e jogássemos o bichano para ele cair?

Apesar de ser extremamente difícil, esse é um processo plausível e é dessa forma que um portal do tempo é aberto. O número de vezes que você passa a manteiga no pão determina quantos anos no passado você voltará. Apenas duas observações: o processo não funciona com margarina e, infelizmente, o bichano perde uma de suas vidas na hora que o portal abrir.

Relógio com horas e minutos iguais

Isso acontece com mais frequência do que se imagina e nossos leitores podem confirmar para nós: quantas vezes, ao olharmos para um relógio, nos deparamos com as horas e minutos marcando números exatamente iguais? 11:11? 14:14? 00:00? Quem nunca viu isso?

No entanto, o mais assustador é que essa combinação de números pode ser a chave para uma viagem no tempo. O ajuste dado no marcador dos minutos determina quantos anos serão viajados no passado. As desvantagens desse processo? Ele não funciona com relógios analógicos e só é possível voltar 59 anos por causa da limitação do relógio digital. É uma pena mesmo.

Passando exatamente no limite do radar

Quem não mora em cidades que possuem radares não sabe o que é malandragem: o cidadão dirige a 80 km/h em uma via cuja velocidade máxima é 40 km/h e, quando chega próximo do radar, dá aquela reduzida para não levar uma multa. Às vezes funciona, às vezes não. Porém, há um tipo de radar que identifica ainda mais facilmente se houve ou não uma infração de trânsito.

Trata-se da Lombada Eletrônica, ou Redutor Eletrônico de Velocidade (REV), que mostra, na hora, a velocidade captada pelo equipamento. Mas o que ninguém desconfia é que estes aparelhos podem abrir um portal para o passado caso o cidadão marque exatamente o limite marcado na Lombada Eletrônica.

E por que não vemos muitos radares abertos pelas cidades? Acontece que o medo das pessoas de cometer uma infração faz com que elas reduzam muito a velocidade, passando longe do limite estabelecido para a via. Pois convenhamos: não há nada mais chato do que levar uma multa dessas.

Abrindo geladeiras antigas

As geladeiras, na época do DeLorean, foram cogitadas para serem utilizadas para viagens no tempo. Porém, os desenvolvedores tinham medo de que as pessoas se trancassem nos eletrodomésticos e morressem congeladas. No entanto, a mudança de ideia não ocorreu antes de surgir alguns protótipos espalhados pelo mundo.

O perigo em utilizar essa técnica está na forma como ela trata os anos viajados para o passado: a temperatura negativa colocada na geladeira determinará quanto a pessoa voltará no tempo. O problema são as temperaturas muito baixas: além do risco do frio extremo, algumas geladeiras não conseguem retirar muito calor do eletrodoméstico, limitando as viagens a poucos anos. Vale ressaltar que não adianta tentar utilizar o freezer. Ele não funcionará.

Coca-cola com mentos e algo a mais

Esse experimento já foi testado pelo TecMundo, mas agora entendemos por que nada aconteceu: a reação química desencadeada entre os componentes da mistura gera uma espuma que, se organizada no formato de um triângulo de ponta cabeça, abre uma rachadura no tempo que permite que uma pessoa (apenas uma) viaje para o passado.

Porém, há alguns problemas: não é possível determinar qual é o período que se quer viajar no tempo e é preciso entrar pelado, porque os materiais sintéticos não ultrapassam o portal. Pelo menos é possível tirar uma boa notícia desse método: no futuro, ainda haverá Coca-Cola!

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Atenção: este artigo faz parte do quadro "Erro 404", publicado semanalmente no Baixaki e Tecmundo com o objetivo de trazer um texto divertido aos leitores do site. Algumas das informações publicadas aqui são fictícias, ou seja, não correspondem à realidade.

Ilustrações por: Aline Sentone

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